São poucos os presentes capazes de falar. Alguns insinuam, outros satisfazem plenamente, outros sugerem aquele ideal sentido de lembrança, que é sempre interessante guardar. Mas existem alguns, que simplesmente falam. Falam de amor, falam a atenção, o carinho, a saudade. Uma verdadeira lembrança de um passado irretocável, imutável! Embora ausente no lado direito da cama, a presença plena no lado esquerdo do peito é o melhor presente que alguém poderia ganhar... Não importam a quantidade de palavras, as horas ao telefone, ou as palavras esprimidas na pequenina tela do celular. Visto o afeto, a estima precisa e correta, amante ausente, outrora um verdadeito presente, em tempos nos quais as lembranças, são verdadeiras aliadas na promissa que segue inabalada. Excelente Natal!
Saturday, December 23, 2006
Presente, e ausente
São poucos os presentes capazes de falar. Alguns insinuam, outros satisfazem plenamente, outros sugerem aquele ideal sentido de lembrança, que é sempre interessante guardar. Mas existem alguns, que simplesmente falam. Falam de amor, falam a atenção, o carinho, a saudade. Uma verdadeira lembrança de um passado irretocável, imutável! Embora ausente no lado direito da cama, a presença plena no lado esquerdo do peito é o melhor presente que alguém poderia ganhar... Não importam a quantidade de palavras, as horas ao telefone, ou as palavras esprimidas na pequenina tela do celular. Visto o afeto, a estima precisa e correta, amante ausente, outrora um verdadeito presente, em tempos nos quais as lembranças, são verdadeiras aliadas na promissa que segue inabalada. Excelente Natal!
Wednesday, November 22, 2006
Dona da Palavra

Sempre tão decidida, ela o conquistou. Odiada, repuldiada, mas indiscutivelmente respeitada. Não buscava os sorrisos de comissários de bordo, nem os elogios de vendedores de boutique. Seu objetivo, é o sucesso de sua luta, uma luta sempre travada contra o preconceito, contra a injustiça.
Batalhou legal tudo que conquistou. Menina, moça, mulher... Menina do Jardim, moça de Copa, mulher de Copa, concreta, objetiva e sensata. Muitas vezes, era a "Dona da Palavra", poucas palavras, algumas horas, brutas palavras, em outras, doces palavras suaves, singelas. Um sorriso único! Grande, uma grande mulher. No compasso do passo, na parceria deslumbrada, os passos. No ritmo, um som, no chão o ritual, afinal "Where is the Love?"
Sempre tão romântica, ela o conquistou. Amada, querida, mas indiscutivelmente radical. Buscava a companhia, a companhia verdadeira, seu legítimo afeto. Garoto, moleque! Nem sempre, os homens são feitos, quase sempre os grandes são meninos, e assustados com a atitude de nova mulher. Tempos modernos, mulheres no campo, armas nas mãos. Belíssima mulher, que mesmo na luta, mesmo na sua mais esplícita brutalidade, é feminina! Voz fina e suave, delicadeza na intimidade. Menina que canta "Viva Forever", que veste rosa, que passa batom!
Anda de salto, maior ela o é! Quem estará à sua altura? Lá de cima, ela vê um mundo que nem sempre lhe foi cordial, vê os meninos que a admiram, vê os verdadeiros amigos. "Dona da Palavra", sabe que só tem duas opções, e sabe que não tem muita escolha. Portanto, segue seu caminho, porque vê, porque conhece e porque é certa que a derrota, não estará no seu percurso.
Tuesday, November 21, 2006
Mais uma vez...

Os passos são mais pesados, os minutos correm tanto... O tempo foge, acaba, é o momento final! Quanta alegria na chegada, tantas emoções no durante, mas ali está mesmo é a tristeza do final. Nas malas, as lembranças do papo no bar, aquela peça de teatro chata, a praia lotada, a chuva. Na mochila, as noites de febre, o ciúmes diante de um olhar que sequer existiu, o anel que seria usado, o perfume da nostalgia.
Chora, e caminha, e olha para trás. Sabe que o verá de novo, mas ali, de repente é interrompida. Vontade absurda de jogar tudo pro alto, e correr, e voltar, e abraçar. Vontade absurda de gritar um amor sufocado pela distância, pelos limites de uma geografia bruta, uma física amarga. Antes o beijo fosse doce? Não o seria. Na face rosada, o beijo. Novas lágrimas... A mente confusa, o desespero de planejar um futuro há todo custo, coração apertado com a sensação de não estarem mais juntos.
E caminha, olha na escada rolante, a outra partida. Olha de novo, e os olhos aflitos, apaixonados e tenta controlar a dor de se afastar de um grande amor. Medo de perder seu grande amor. Aflição!
Última chamada. No estacionamento, não há vaga. No relógio, não há tempo. Na volta pra casa, não há ninguém no carona do carro. E os passos são ligeiros, na fila, o celular, "te ligo quando chegar". E sente a voz engasgada, sente que precisa ser mais forte, sente, que sentirá muita, mas muita saudade...
Thursday, November 09, 2006
O Berço
Da janela o Aterro. Luzes de uma cidade encantada, cúmplices da madrugada dos amantes. A princípio, um momento intrigante... Ao cair sobre a cama, a aprovação. Beijos apaixonados, um clima de romance no ar. Nada errado, tudo fora do lugar. Na taça o Cabernet Sauvignon, na boca as palavras trocadas, o sorriso embriagado. Mãos nas mãos, na pele o suor, nas faces avermelhadas o retrato. Os lábios com o desejo anunciado, o som, o sussurro.Desde que se descobriu tolerante, desde que se viu livre, tinha medo de se sufocar, com os limites de um único e verdadeiro amor. Monogamia? O que seria isso? De um lado da cama, alguém se via cair num provável precipício passional, do outro, alguém escalava os difíceis degraus rumo à fidelidade. Não mais devaneios, não mais aventuras. Uma estrada presente entre dois corações, mas um só sentimento pode tornar singela a distãncia. Distância cada vez mais desproporcional ao tempo.
Água quente, água morna, pele branca e macia. Nos braços, um único momento congelado na memória, vivo e sempre verdadeiro. Nos olhos, o medo e angústia de uma breve despedida... Juras, perdões. Sagrada e profano, deitados no mesmo berço, um berço que aos poucos ganhava mais cor com o nascer do sol. Era o berço de uma nova descoberta, o berço de uma antiga possibilidade, o berço de um futuro arriscado, outrota, irresistível, outrora, sedutor!
Tuesday, October 31, 2006
Visitante
O teclado permite o flerte de sempre. De um lado, um moleque carioca, dito safado, indescente, pornográfico. Do outro, uma Brasília tímida, ora ácida, ora assustadoramente doce. Incrível como algumas barreiras são tão ultrapassadas. A distância, até então poderia ser uma delas.
Na rotina das declarações e das mensagens fascinantes, eis que surge a palavra: "Saudades"! Então, o que parecia tão abstrato e tênue, começava a tomar um volume que poderia ser pesado para os dois amantes. "Estarei no Rio, daqui há duas semanas..."
Nasce uma mistura deliciosa de felicidade e ansciedade. Inexplicavelmente, o desejo traiçoeiro, escrevia novas linhas em um coração devasso, e estabelecia alguns limites ao aloprado jeito do ser.
Segunda-Feira, "Faltam quatro dias!";
terça-feira, "Faltam três dias";
quarta-feira "Faltam dois dias";
quinta-feira "vai ser amanhã!"
Sexta-feira chegou!
No Jardim, um lugar. Anscioso, um moleque sai "varado" em busca do telefone que toca. Do banho de dois minutos ao rodar acelerado dos pneus. No jardim, um lugar seguro. Cigarro na mão chegava a portaria, olhava as pessoas. Na portaria, Brasília. Não mais saudades, e sim, felicidades. Seja bem vindo, visitante!
Rua de boas lembranças. Tudo familiar. Um abraço saudoso, quanto tempo foi esperado aquele abraço? Um abraço amigo, confidente. Nos olhos a lembrança de quem pouco estava sóbreo! Na voz, o som de quem muito fascinava. Será uma noite encantadora!
Elevador, corredor. Um constrangimento típico frente aos desconhecidos, o amigo, a amiga... Putz, a amiga! Um sorriso alucinante, uma energia constante, um encanto. De constrangido à curioso. A bela do sorriso contagiante, irradiava carisma, na mesa do bar. O Gudan acesso, o sorriso alucinante, e ao lado, alguém demonstrava uma insegurança inesperada frente ao solto conhecido. "Solteiro no Rio de Janeiro!" Segredo? Sim, existia um segredo, que não mais segredo, foi responsável por uma suposta encenação. Da cena ao dilema. Linda coadjuvante.
Na pista da galeria, aquela velha galeria de tantas e tantas noites. Mais um dilema nos movimentos calientes e na música caliente... De repente, um olhar de ciúmes! Olhos de quem gosta, segredos, não mais secretos e os movimentos indescentes, a valsa indecente. Traiçoeira a insegurança de alguém que imaginava não poder competir. Competir? Com quem? Visitantes, uma vez, anfitriões deslumbrados, outrora amáveis, outrora amantes. Não haverá competição, visita. A visita está em casa...
Wednesday, October 25, 2006
Na Vitrola, "Blonde on Blonde"
"Cats and dogs are coming down14th street is gonna drown
Everyone else rushing round
I’ve got blonde on blonde
On my portable stereo
It’s a lullabye
From a giant golden radio
I’ve got no time i wanna lose
To people with something to prove
What can you do but let them walk
And make your way down the block
I’ve got blonde on blonde
On my portable stereo
It’s a lullabye
From a giant golden radio
It’s a lullabye
From wonder-woman’s radio"
Nada Surf
Não tinha reparado a cor dos cabelos. Talvez o fosse, tudo já era tão especial! Antes do sono, um último beijo na testa. Ao abrir dos olhos, um primeiro retrato. "Blonde on blonde", que na vitrola há pouco toca, sonoplastia da cena. Um sonho que passa, um desejo às vésperas do real. Louros, cabelos louros. Interessante como as cores aos poucos saltam aos olhos, e sobre elas a luz e a química. Melodia doce e inspiradora...
Chuva Fina
"A Chuva fina que cai do céu
em forma de gotas
A Chuva fina
que cai do céu
em forma de gotas
São pequenos grãos de água
que invadem minhas artérias
e me dão o frescor da manhã..."
Assim que conhecida, mudou um pouquinho a forma de sentir o fenômeno. Um fenômeno especial, num lugar comum, pessoas comuns. Apenas um encontro, mais um alguém. Outrora, uma canção especial. Encontro da arte com o ouvinte. Hoje faz parte do repertório. Sobre além da chuva, está a estrela, um dia desconhecida entre as nuvens, mas quem sabe maior, logo que a chuva passar...
Música escrita e composta por Gláucia Chris
Tuesday, October 24, 2006
Mensagens Fascinantes...

Pela manhã: "Bom dia!", pelo passar do dia, encontros... Ao final: "Como foi o seu dia?"
Rápidos momentos, textos curtos e práticos. Perto do celular, um sinal, um "plim": "Você recebeu uma nova mensagem!". De remetente conhecido, esperado, estimado, cordial. Mensagens inesperadas, esperadas, na verdade, há um longo tempo esperadas. Uma mensagem, duas, três, oitenta. Caixa lotada, coração completo, desejos sufocados.
Uma distância inimiga e cruel, uma tecnologia aliada e eficaz. Saudades? Sempre... Notícias, Sempre... Imagens digitalizadas denunciam o novo corte de cabelo, o humor, a cara de sono, o sorriso do bêbado, a graça do passeio, o nú do chuveiro, o olhar dos apaixonados.
Na festa, os amigos, mas no bolso, o flerte. Lugares cheios, vozes, músicas, mas no bolso está quem se espera. E a pequena luz acende: "Você recebeu uma nova mensagem!". E o remetente: Sim, o fascinate remetente.
Corações traiçoeiros. Nada práticos, nada sensatos. E a enorme estrada? Avião. E a saudades? Telefone. Será possível? O que era para ser apenas uma amizade colorida, ganhava mais cor. Mas não havia somente cor, havia brilho, havia fascínio, havia poesia, havia lirismo e havia... Ops! Chegou uma nova mensagem.
Friday, October 20, 2006
Uma "Xêpa" Especial!

Final do baile... Um Rio de Janeiro nada consciente. Palavras são perdidas em ligações perdidas, encontro perdido, enfim um "perdido". Uma nova travessura, novas travessuras. Apesar de uma ligação, do fascínio, o típico deslumbrado, acabou na típica inconsciência. Surpresa! Numa Brasília sensata e ora paciente, no dia seguinte, os últimos momentos seríam decisivos.
Assim o foi. Decisivo. Um novo encontro, uma Brasília linda, consciente, bem dormida, ao lado de uma "Xêpa" carioca, perdida numa ressaca medonha, cabelos desgrenhados, uma péssima apresentação. Mas os beijos e as palavras foram mais importantes. Os olhos nos olhos, uma saga que vinha começando a ser traçada. Uma distância inevitável, mas um desejo lascivo e ardente, pulsavam em dois corações! Um desejo incontrolável, permitia o telefone tocar sem resposta. O tempo inimigo, o lugar público, e um desejo incontrolável.
Assim o foi. Ousado. Destemido, sem vergonha! O jeito típico de quem não se preocupa com o futuro, conduzia os fatos ao inevitável... Assim brotava uma paixonite, dessas que passam em duas semanas. Nada sério, nada que pudesse despertar preocupação. Amigos? Com certeza. Amantes? Bem provável... Enamorados? Uma excelente pergunta...
Assim o foi. Despedida... Celular, MSN, orkut. Nem a maior estrada do mundo poderia separar, aqueles que de fato, querem se encontrar de novo. Aqueles que querem se descobrir. Os que querem se despir...
Assim não foi. Apenas um final de semana. Apenas um bom beijo. Apenas um flerte típico de quem adora flertar. O coração livre, o sujeito do mundo e de todos, já não seria mais tão generoso com o mundo. Não foi apenas um encontro casual... Numa hora da "Xêpa", o que parecia ser tão descartável, estava prestes a se tornar, simplesmente especial!
Wednesday, October 18, 2006
Uma história de amor...

Lá estavam, após algumas tulipas de chopp, uma garrafa de vinho e uns tapinhas, lá estava... Uma dupla em família, gostos peculiares, atitudes peculiares! Polêmicos? Talvez, mas ainda assim sonhadores, atores, agentes da arte da vida. Meninas... Meninas e meninas. Lindas, bocas vermelhas, peles macias. Bocas e bocas... Ao fundo, os anos 80 que tantam insistem nesse cenário atual. Foram experimentadas muitas bocas! Um Rio de Janeiro, que apesar de ser Brasília, era um Rio. O Rio que despertou muita curiosidade, o Rio que experimentou muitas novidades, o Rio que dança, o Rio que beija, o Rio que pára e olha na varanda...
Os olhos que não fogem, o sorriso que não se apaga, que não se esquece... Uma noite comum, dentro de corriqueiras travessuras, uma noite incomum, quando encontrada uma nova história. Uma história sim, mas não uma história de paixão, como tantas outras, mas uma história de amor. Quem poderia imaginar, que ali, nas ferrugens, poderia começar uma nova história de amor?

Ferrugem, ferrugens... Uma festinha moderninha, figuras moderninhas... Mas ali na varanda, um encontro: "Então você é o cara?", qual cara? "O cara que estou olhando desde que cheguei aqui", "Você é o Cara!"
Arquitetura, signo de gêmeos, Brasília... O primeiro beijo sob a varanda, que até hoje tem carioca que acredita ser uma árvore, mas enfim era Brasília, palavra de quem estava muito mais sóbrea, foi sob a varanda! Um beijo, novos beijos, desejos! O desejo de despir aquele corpo que tinha o melhor abraço da noite. A boca, que apesar de tantas bocas, era a única que conseguia iludibriar um poeta. Um novo amante? Será? Nada seria muito possível de se planejar, afinal, entre Rio e Brasília existe uma grande estrada...
Mas a noite não acabou assim. Um telefone trocado, apenas um. Apenas Brasília poderia decidir o futuro encontro. Um beijo de despedida. Mas como um bom carioca, um bom primo, um bom amigo, um beijo irresponsável poderia colocar tudo a perder... "Fica de olho, se alguém se aproximar, me avisa!" E lá foram novos beijos... Beijos sem paixão, sem tesão! Apenas beijos, um curioso, um bom primo, só um beijo, pra quem aprecia a arte. Afinal, ainda seria a hora da fidelidade? Que fidelidade? Fidelidade a uma paixão impossível, não é possível, apesar do desejo pelo telefonema do dia seguinte. Mas Brasília assiste, que decepção! Vergonhoso, um irresponsável, uma última travessura.
Será que tudo estaria perdido? Muitas horas de espera... Mas para essa história de amor começar, é claro que um telefonema precisava ser dado! Se dependia de Brasília, então é possível imaginar o que aconteceu! Brasília escreveu, Brasília buscou! Acho que estava começando a gostar de Brasília!
Tuesday, September 12, 2006
Frio nos Campos
Passos na avenida, cinco graus... Luvas pretas, calça jeans, casaco marron, pólo! Noite diferente, posturas diferentes, um som diferente! Era uma madrugada de glamour, um lugar calmo, repleto de beleza, pessoas bonitas, um cenário perfeito para aquela elite charmosa, peles muito claras, sorrisos espalhados nos rostos irretocáveis.Nos campos, a natureza faz de seu show, uma ostentação. Nada mais rústico! Um mundo sofisticado, com pessoas sofisticadas. Olhos embaçados pela cerveja alemã, um frio pleno e úmido. Foi assim, que nos campos, se conheceu o novo momento, a nova possibilidade!
Quem era aquela outra São Paulo? Afinal, São Paulo não é apenas a fotografia... Podem errar a luz, mas existem muitas São Paulos. Ali, uma outra!
Doce, suável, exótica... Mensagens de amor, um sorriso no retrato, amante! Como sempre, uma outra história.
Monday, September 04, 2006
Foi a luz...

Coco Rosie esteve por aqui, mas não foram devidamente apreciadas. Dias frios, um Rio atípico, um calor emocional! Encatado com ele próprio, fez de seus momentos, as suas emoções. No palco "Humanidade Anônima", na platéia, o anônimo descobrindo e observando o quanto o anonimato lhe faz bem.
Segredos bem guardados, não precisavam ser expostos, tudo no devido lugar. Imagens bem apresentadas, emoções devidamente ensaiadas. Eis o propósito: criar emoções! Emocionado não, informado! O tempo apaga as manchas causadas pela inexperiência, e traz sempre novos sentidos, outros métodos. Um novo começo? A continuação da saga de um criador! A arte do espetáculo... Um show de metáforas e sentimentos entremeados pela leveza do ser.
E Sampa? Pouco se sabe sobre Sampa... Mas diante da devida luz, uma bela e encantadora imagem vem sendo construída! A imagem que ela constrói, a imagem que ela busca. Na noite sem luz, no dia nublado. O tempo passa. Urca outra vez? Quem sabe? A segunda é ainda para muitos poucos. Ou quem sabe para a única?
No palco eles, na cabine apenas ele e ela. Ela fez a luz. Ela deu cor aos movimentos, deu sentido ao tempo, e desenhou o cenário perfeito! Ele, maestro, gritou, insistiu e criou. Talentos, técnicas! Bastidores não é o lugar, que venha o palco! Que venha a luz!
Wednesday, August 30, 2006
Um pouquinho de Coco Rosie
"Born illegitimatelyTo a whore, most likely
He became an orphan
Oh what a lovely orphan he was
Sent to the reformatory
Ten years old, was his first glory
Got caught stealing from a nun
Now his love story had begun
Thirty years he spent wandering
A devil's child with dove wings
He went to prison
In every country he set foot in
Oh how he loved prison
How awfully lovely was prison
All those beautiful boys
Pimps and queens and criminal queers
All those beautiful boys
Tattoos of ships and tattoos of tears"
Quando ouviu "Beautiful Boys", ele nada conhecia de Coco Rosie... Conhecia um pouco mais de São Paulo, mas quem eram elas, muito pouco! O belíssimo e delicado par de vocais oriundos das terras de Tio Sam, quem experimentam um folk embriagado por nuances do eletrônico, dispertaram a curiosidade típica daquele nada sargitariano, mas que por Sargitário (que talvez não tão Sargitário) se rendia a nova descoberta!
Sejam bem vindas, seja bem vindo São Paulo, sejam bem vindas a São Paulo, e venham ao Rio, São Paulo e Rio, e Coco Rosies... Será? Dará tempo de comprar os ingressos? Existe o desejo, a vontade... Mas e os ingressos? Vip, não Vip, meia! Até então nada de ingressos, apenas "Beautiful Boys", mas já está valendo.
São Paulo ainda confude, afinal são as pautas! Interessante e intrigante... Sampa, a terra da garoa! Que fascínio é esse que essa São Paulo tem dispertado ultimamente, hein? Instigante saber que Sampa ignora, Sampa é blasé e desconfiada. Será? Brincadeiras... Cada vez mais ele se encanta com Sampa!
Onde estará Sampa? Longe daqui? Num joguinho curioso de suspeitas e indiretas! Sim, Sampa. Samba. Olha o Circo que voa, olha a quarta-feira dos "outros" pretendentes. Hoje foi dia de garoa? Hoje fez frio e sol, um Rio incomum. E Sampa? Samba? Não, talvez um folk eletrônico, quem sabe Coco Rosie!
Sunday, August 27, 2006
Acho que gosto de São Paulo
São Paulo, na Urca, um Cabernet Sauvignon...São Paulo tem seus filhos, tem sua saga, tem seu passado! Falar de São Paulo ainda é difícil. Mistério. Curiosidade que intriga e um medo de uma nova ferida! Talvez. São Paulo é erutido, São Paulo é fotografia!
O encontro, o "Primeiro Encontro" foi precioso... Seu cheiro, sua imagem, sua postura. O sotaque charmoso, o sorriso fascinante. Como é possível alguém gostar tanto de sorrisos? Os olhos, a pele, a atenção! Um elo entre sagas distintas, porém, com seus pontos em comum. Foi assim que começou. Um blog, um post...
Sagitário, perfeitamente, sagitário. Se a tolice dos signos for verdadeira, esse é o perfeito.
São Paulo, um enigma... Uma distância, uma sensação de abandono. Como está São Paulo? Onde está São Paulo? Perto da Paulista? Na Rua da Passagem... São Paulo, em Botafogo. Momento de belas descobertas. O instante do flertar, a vontade de ver, de ouvir, de falar. Era quase uma da manhã, nas ruas de Ipanema, alguém espera por um telefonema. Alguém liga por diversas vezes, e espera. O desejo de rever, e a espera.
São Paulo pode ser confusa, São Paulo pode ser distante, mas acho que gosto de São Paulo.
Tuesday, August 22, 2006
Um sorriso de Jennifer Connely

Ela chegou, com mais cinco colegas. Três molecotes desajeitados, uma menina gordinha e uma outra desapercebida. Pastas, euforia, vozes estridentes... Num almoço rápido de apenas uma terça-feira qualquer, ela deixou de ser uma guria qualquer. Como nunca percebi estar almoçando com ela? É correto que a rotina, a pressa, a cabeça ocupada com os próximos traços do belo ofício, impediam que um sonhador, agora, mais confuso, notasse seus olhos, e seu sorriso. Jennifer Connely...
Talvez em sua juventude não muito distante, a verdadeira Jennifer se sentisse honrada em perceber tamanha semelhança. Pois ali mesmo, no subúrbio carioca, pude me deparar, com um encanto sem igual, ou melhor, semelhantemente sem igual.
Os olhos, que sempre (como foi constatado) buscavam os meus, hoje me fisgaram com tamanha precisão e ousadia... Um sorriso quase intimidador. Não consegui resistir, fui obrigado a retribuir. "Ele é lindo, está sempre por aqui..." Ouvir o som da voz fina e suave, com o sorriso mais confiante e preciso ja visto, foi capaz de me fazer tremer, atirar para dez anos atrás, quando ainda eram pertinentes a vergonha e tímidez, diante de uma mera travessura juvenil.
Não importa, nem vinte e cinco anos são capazes de deixar no controle, um romântico diante de sua musa... Linda, alegre e precisamente determinada. Ela andava pelos corredores, entre as mesas, entre as garçonetes, entre os clientes, todos platéia, daquele espetáculo de sedução! E ela foi saindo, e os olhos (os mais belos olhos) ainda olhavam, fixos, destemidos, violentos. Hormônios que fazem qualquer rapaz se intrigar. Não é possível!
Não vou contar a intensidade do momento, e nem os fatos que ele irá causar. Olho para o céu nublado, vejo que tudo foi revirado, todas decisões, todos conceitos, tudo... Pelo visto, muitos alicerces foram abalados, todos por um único sorriso, um sorriso de Jennifer Connely.
Sunday, August 20, 2006
O Primeiro Encontro...

Copa... Naquela avenida de um dos lugares mais ecléticos do cenário dessa nova história, havia alguém. 59, e um surto! Após o som de "Bette Davis Eyes", um telefonema... Após "Into my life", um dilema... Mas era um momento "Time after time"! No escuro do desconhecimento, 59, e o surto, faziam valer a pena a pequena espera. Lá estava a personagem de um instante de singelas descobertas.
"I can hear the howling wind
Yes the sound is getting higher
As the night is closing in
I'm waiting on you"
Um sorriso: "Boa Noite"! Alguns passos, luzes refletidas no vidro, movimento... "Você tem isqueiro?"... Mals hábitos, boas desculpas! Momentos depois , um muro, uma paisagem conhecida, um lugar, um passado querido, um presente promissor...
"Carpet stained with my red wine
I've been staring at the fire
I keep looking at the time
I'm waiting on you"
Histórias contadas, e em cima daquele murinho, um Cabernet Sauvignon... Dois olhares, dois sorrisos. Um sonhador bem intencionado... As palavras eram trocadas com amizade e ternura, os gestos eram contidos, polidez, uma cordialidade que tornava mais aprazível o instante. Tempo? Não curto, não longo... suficiente! Dois sorrisos, um clima de sedução tão sutil, que não parecia tanto como um primeiro encontro. Natureza de quem busca ser autêntico, natureza dos que já deixaram de jogar...
Mas qual o conceito de um primeiro encontro? Depois de tanto questionar os conceitos, não era possível rotular aqueles instantes especiais... Mesmo com a sensação de conforto, foi espontâneo... O primeiro beijo. O tempo não era um aliado, mas o desejo era uma constante. E sim, ali existia um clima de atração.
Numa esquina familiar, uma despedida graciosa, o vício tambêm estava lá... "Amanhã nos falamos"! E sim, se falaram, se conheceram, se cortejaram... E o restante, o tempo contará, uma nova história será escrita, um novo momento estará surgindo, e como será o novo quadro, somente os artistas poderão mostrar.
"Those big black eyes wicked smile
That you flash as you walk through my door
Into my life
Into my life
Into my life"
Saturday, August 19, 2006
Permissivo

Posso? Não, não pode?
Devo? Não, não deve?
Por que? Quem disse? Enfim, não existe razão, não existem regras. Nossas histórias sempre se esbarram em momentos que a opinião alheia, pode provocar alguma mudança na seqüência natural de alguns fatos!
Conceitos responsáveis por todos o julgamentos feitos em cima de fatos tão relevantes. A realidade é muito dispersa. Tudo pode ser, de fato, muito relativo.
Ser ou não, um permissivo. Pervertido... Há muito tempo os tolerantes são julgados, os depravados e imorais! Mas hoje, numa sociedade tão "conservadora", o que é ser tradicional? Ciúmes, gostar, paixão, amor... Quantas definições, quantos rótulos! Como atribuir palavras e conceitos aos mais diversos sentimentos humanos? Como explicar o desejo, a saudade, o sexo? Sensações que dificilmente poderão ser descritas. O instinto humano que rompe com as amarras de um mundo tão incoerente, faz da incerteza e das contradições, suas aliadas no ato de tornar confusas, todas as relações inter humanas.
Auto-conhecimento. Um tesouro escondido nos mais profundos abismos da mente humana. Um tesouro que poucos conseguem encontrar. Procura que fazem perdidos tantos sentimentos e fazem inconstantes tantos desejos. Dúvidas que pairam, e fazem dos atos, o imprevisto, o inexplicável. Encontá-lo seria o momento culminante na história de um ser humano. Conhecedor de si, seguro e racional de todo o seu comportamento, seus anseios e medos.
Permitir. Não é possível explicar quanto permissivo pode ser o sentimento... Em suas variáveis, a permissão vai da promiscuidade até a mais absurda abstinência. Parte da liberdade até a prisão. Permissivo e alucinado, sem exageros, esse é o caráter de alguém que muitas vezes, é visto como o merecedor de disciplina, merecedor do pensar! Precisamos de disciplina? Precisamos pensar? Eis o nosso mal, pensar...
Wednesday, August 16, 2006
Sonho na tarde...

Alguns dias, é possível acordar e perceber que tudo que é vivido, parece um sonho... Tão doce, tão suculento, tão recheado, sedutor... Palavras de um sonhador. O exagerado da hora, notou numa simples tarde de uma quarta-feira dessas comuns, o poder de um sonho.
Pra quem passa horas na academia, procurando exterminar aquela maldita "barriguinha de chopp", falar de "sonhos" poderia ser uma blasfêmia. Mas na verdade, por pior que possa parecer nosso inimigo, é com ele, que o caminhar pode passar a ser mais doce, mais prazeroso, e imprevisível...
Lá estava ele na vitrine. Talvez tenha ficado desde a manhã, não se sabe. Mas lá estava, cercado, bonito, muito tentador. A busca por preencher aquele vazio após as horas que passaram desde o meio-dia, lá estava: um sonho!
No primeiro momento, pensar em sonho, não é nem muito prudente, afinal, existe uma rotina, uma realidade, uma massacrante jornada que faz da vida uma festa, mas que em muitas horas, não sobra tempo para os sonhos! Desde de cedo aprendi a gostar dos sonhos, e foi com eles que pude apreciar, e talvez até mesmo conquistar preciosos momentos dessa história. Foi com eles que muitas mudanças puderam ser feitas, e por eles, muitas decisões ainda serão tomadas. Não posso ignorar a importância dos sonhos. Mesmo não sendo reias. Mesmo sendo apreciados tão instantâneamente. Não importa, eles passam e deixam um prazer sem igual. Eles se espalham, são macios, são precisamente doces... Quem souber apreciar na medida certa, jamais deixará de gostar! Eles são simples, são honestos e saborosos!
Posso prevenir que não se viva no mundo dos sonhos, mas permita que os sonhos possam viver num mundo, que apesar de ser realmente interessante, sempre real, é as vezes um pouco amargo demais pra poder se desprezar um doce de um sonho!
Mas isso é claro, só para quem tem o paladar apropriado para apreciá-lo!
Tuesday, August 15, 2006
História, e tempo...

Hoje, recebi uma notícia um pouco triste, por isso dedico esse post a um amigo que gosto muito...
O tempo, a história... Estranho como histórias acabam, umas com finais felizes, outras não. Mas o fato é que o tempo que dita todas as regras. Não importa. Sem ele, ou com ele, tudo poderia ser mais duro, ou mais suave, mais feliz, ou mais triste.
Mas valorizar a vida, as paixões, os amores... Essa é a lição, meu amigo! Viver... Estou do seu lado pro que der e vier! Estamos vivos, e assim caminhamos, e continuamos a escrever nossas histórias até o momento que também acabaremos nosso livro da vida!
A cada capítulo, vale verificar as palavras, o parágrafos, ou todo o tempo em que a felicidade, seja como protagonista, ou coadjuvante, fez seu instante de glória! Fez sua ilustre participação.
Esperamos o tempo, nos segundos, nas horas, nos dias, e aí uma nova história será escrita, e nela, toda a bagagem que recebemos até então, será nossa força, e nosso conhecimento, pra poder saber ilustrar da melhor forma, a partir de então, tudo que vier pela frente!
Monday, August 14, 2006
Telhados de Paris

"Venta Ali se vê
Aonde o arvoredo Inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que um engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que me estranha, mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito
Eu tenho os olhos doidos, doidos, doidos
doidos, doidos, doidos, doidos
Meus olhos doidos, doidos, doidos,
doidos, doidos, doidos
São doidos por ti
O tempo se foi
há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
de versos retos, corretos
E o resto de paixão, reguei
Vai servir prá nós
E o doce da loucura
E teu, é meu
Prá usar a sós "
Nei Lisboa
Tuesday, August 08, 2006
Exagerado? Quem?

"Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade
Paixão cruel desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado"
Superlativo, intenso e absoluto! Viver com força todas as emoções que aparecem na nossa história, é uma forma de chegar no final, e querer repetir tudo de novo, exatamente da mesma maneira... Felicidade não é uma constante, mas sempre aparece com frequência desde os momentos mais desapercebidos do cotidiano até os especiais que enchem nossa história de memórias!
Sim, sou exagerado! Levo tudo com intensidade, não sei se é correto, não sei se é errado. Assim sou, sem querer ser exemplo, sem a pretensão de ser referência, apenas alguém que gosta de ser feliz, e faz da felicidade, um tesouro que sempre poderá ser redescoberto.
A cada história que começa ou termina, não se sabe o certo o final, nem o começo, mas a felicidade vai estar ali, mesmo que no cantinho da página, nas entrelinhas, nas emoções... Ser louco, romântico alucinado! O que fazer? Voltar, sorrir, viver... Eis uma forma de ser! Um ser criador, que como criatura, não conhece a palavra limite, ainda mais, quando o assunto é ser feliz.
Exagero? Não, talvez não!
Monday, August 07, 2006
"Alê"gria, "Alê"gria!

"Alêgria", chique, charmosa e sensível... Cumplicidade incontestável, amizade instantânea. Como falar de "Alêgria"? Bom, a palavra ilustra bem, o que minha jovem amiga me transmite incondicionalmente.
Delicada, elegante, sincera. "Alêgria", não tem dimensão. Belas palavras, palavras amigas. Palavras que não permitem lágrimas de tristeza! Sua história renderia milhares de posts. Mas hoje ela faz parte dessa história. Com ela, eu escrevo uma história. Uma parceria, confidente, e pela qual sempre serei grato... Esse post é dela.
Certa vez, numa igrejinha antiga, ali no subúrbio do Rio. Uma cerimônia distinta, pouca intimidade. Foi ali que eu vi aquela tartaruga. Caramba. Aquela tartaruga... Que preciosidade. Um ser em extinção... Preciosa e rara. Aquela tartaruguinha, tinha uma história. Houve luta, houve medo, houveram muitas vitórias. Momentos que fizeram dela, nobre e atenta. Digna e sensata. Simples, simplismente sofisticada, em sua mais profunda essência. Um elo magnífico com seu sangue, um exemplo magnífico de amor. Admirável, essa é talvez uma palavra que resuma tudo.
"Alêgria", realmente, charme, beleza e elegância, não são para qualquer um... Gratíssimo, minha pequena!
Sunday, August 06, 2006
Um quadro, e o fim...

Enfim, um final... Breve, feliz ou triste? O quadro ficou pronto, teve cor, teve lição, teve emoção! Uma história termina hoje, mas os bons momentos ficam, e ficarão sempre! E o quadro ficará ali, na parede da história do sonhador.
Românticos são assim, loucos, destemidos, embora mergulhados num mar de sensibilidade, mas ainda são românticos, artistas, atores das mais belas histórias de amor. Foi uma história bonita, foi uma história confusa, com um final um pouco nublado, escuro, que chega no final de uma semana com pouco sol, pouca luz , mas com perspectivas de novos dias iluminados, tão alegres e vivos quanto os de alguns dias atrás.
Os olhos verdes não serão mais o foco, embora guardados com muita ternura e paixão.
Algumas vezes, quando estamos perdidos, ou quando sentimos alguma espécie de dor, o melhor - acredito - é sempre buscar o caminho para felicidade, a plenitude ou o equilíbrio. Numa balança, não podem co-existir insegurança e sonhos. Em terras vulneráveis, é sempre difícil construir uma fortaleza. Viver nas nuvens também não é a melhor solução, pois sempre existirá a possibilidade de uma tempestade ou de uma simples desilusão.
Mas aqui fica um quadro... Belo quadro. Já sinto saudades...
Thursday, August 03, 2006
Meus olhos fechados

Quais são os sinais de fascínio alheio que são possíveis de se ver, quando vive-se momentos intensos de emoções? Observar movimentos, renúncias e decisões, os signos de uma impossível decifragem do mistério chamado mente...
Deixar a espontaniedade tomar conta do ato, é em princípio, a melhor lição a aprender, nessa escola do fascínio!
Ansiedade, curiosidade... Sentimentos humanos que provocam tantas descobertas, que instigam desbravadores, mas que em certas horas, são inimigas da descoberta do ser e do viver...
De olhos bem fechados, é possível descobrir todos seus mistérios. A pele, o tato... Quanto precioso é, o sentir da pele e do calor. Energia humana que pulsa e alimenta os desejos mais ocultos! Foi assim a história...

Numa noite, muito foi visto, muito foi falado. Luzes variadas e ritmadas por um som, encobertas por uma nuvem típica das grandes discos. Não foi assim que começou, mas seria assim que todas as idéias surgiriam! O que sentir ou falar? Intrigante o ser que se permite viver uma história, cujas bases são tão singelas, no meio de anseios e indecisões!
Sim, mesmo num paraíso encantador, existem dias nublados, noites sem sol! Mas mesmo assim, a sensação do risco e da intriga era o veículo que levava o gato a morrer na sua curiosidade!
Após o som, veio o apagar, e com ele, o beijo! O beijo que fascina, mas que teme, e faz temer...
Um beijo trêmulo e olhos vendados. Uma história, um momento. O momento de invisíveis descobertas. Pleno, singelo, o passageiro. Não há curiosidade, há apenas, a emoção. Rompe-se os vínculos com a visão. Uma falsa visão desmascarada pelos outros sentidos... Os olhos não precisavam ver. Uma venda, para enxergar o que era claro: fascínio!
Mas ainda assim tratava-se de um ser humano! Mesmo aquele menos curioso... Mesmo esse que não liga muito pro futuro, mas que uma hora, ou outra, vai precisar se guiar por alguma espécie de luz!
Saturday, July 29, 2006
Onde estão as chaves?

Um convite sincero! "Onde estão as chaves?" No percurso, um caminho ensolarado, uma manhã de sexta-feira... Um lar! "Onde fica o quarto de hóspedes?" Mas dito é: "... esse não será o aposento."
Chaves que abrem e fecham lugares. As responsáveis pela segurança, pela privacidade ou pela ação! Sob um sol autêntico e um céu nítido, as chaves não eram encontradas. Na portaria a reação dos responsáveis pela segurança, que constrangimento! Mas ao mesmo tempo, que distração, as chaves estavam no bolso! Mais uma travessura típica de um sonhador, que passara a noite nas nuvens, procurando pela porta certa daquele suposto paraíso!
Mas continua a busca... Pela vida, são cruzadas tantas portas, não? Qual será a próxima porta? Uma está aberta bem ali, e parece tão seguro entrar... Na entrada, as chaves estavam lá, e feita, lá estão: visitante e anfitrião... Um visitante, já anfitrião, agora na condição de hóspede... Permanente? Provisório? "Onde fica o quarto de hóspedes?" Mas dito é: "... esse não será seu aposento."
A chave pode ser de qualquer porta, se não é a do quarto de hóspedes, será de que lugar? Muitos cômodos ocupados, um lugar repleto de bons visitantes, um aconchego, onde lirismo e fantasia fazem o cenário de um quadro, que a cada dia recebe mais cor, mais vida, mais calor! Percorrendo os corredores, é possível ver algumas luzes, mesmo na claridade do momento. Algumas luzes brilham e ascendem a idéia de um futuro lar! Era lá que eu queria ficar! E lá que quero estar... Existe a busca do quarto, a chave não está no bolso, está na mão.
Após o brilho dos últimos raios do sol, uma sexta-feira começava a ser fechada, com chaves feitas de uma poesia. "Chuva fina" O que falar de "Chuva fina"? Laranja era a cor, o lugar aberto, as pessoas abertas, a luz de uma noite mais intensa... E a chave? O que abrir? Para qual quarto seguir? Tem mais alguém ali?
Bons anfitriões! "Chuva fina" era sentida, e ouvida pelos sonhadores! Um violão, um dom, e "chuva fina"... Chave na mão! O passar do tempo, o cruzar das portas, a passagem e o percurso. Sublime a sensação de se percorrer um caminho como esse. Não há medo, há segurança, boas companhias, bons anfitriões! "Onde você estava todo esse tempo?", "... não sei, acho que estava procurando esse lugar!" Estou feliz que o tenha encontrado.
Monday, July 24, 2006
As palavras

Na night carioca, diversas são as formas de abordagens. É possível afirmar, que grande parte delas são bem sucedidas, e bem intencionadas (mesmo as de "uma noite só")... Quando acreditar? Quando saber?
Os bons românticos, como diz Vander Lee, são aqueles que "conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão". E por isso a night é assim, sempre imprevisível, arriscada, insinuante! O conforto no sofá solitário diante de "Páginas", não é o melhor método de se escrever nossas próprias "Páginas"! Mas tudo bem, vinte e duas, são as horas em que tudo se desperta nesse mundo de pardos perdidos e achados, da Cidade Maravilhosa.
"Um amigo em comum?", pois é. Na cidade da beleza, e da sedução, o medo e o mistério algumas horas são inevitáveis. Um amigo comum, pode ser toda a solução. Ou não. Mas sim... Um desconhecido anônimo, mas amigo de um conhecido amigo. Um elo. Um pretexto!
E aqueles olhos verdes? Já me falaram do fascínio que um anônimo escreve a respeito desses olhos verdes! Eles piscavam... Piscavam, e se fechavam em cima de um sorriso encantador, uma boca carnuda, lábios acerejados, e uma forma única de conquistar. Simpática, espontânea, interessante, enfim... Perfeita!
Aquela seria não apenas uma noite especial de um dia cinza de um cotidiano sem graça! Era o começo dequela história. Uma conversa infindável. O desejo pelo beijo e a vontade de conhecer o corpo nú, eram facilmente sucumbidos por aquela amigável conversa...
Palavras... quantas palavras!!! O poder da palavra... Nunca duvide do poder da palavra! Confiança? Fast food! Sim, dois artistas, um só quadro. Será? Ainda é tão cedo! Que tal um beijo? "... será que alguém viu?" Olhos verdes fechados. Palavras. O primeiro beijo! Um beijo desejado, contido, surpreso! Olhos verdes fechados! Todos os olhos abertos! Olhos fechados... O Beijo! Quando tempo? Inclinado, romântico, suculento, único! Verdade. O segredo de um beijo, jamais será descifrado. Felizes são os que recebem esses dons: o beijo e a palavra. As palavras estavam no ar, na mente que registra cada detalhe, nos dedos trêmulos. As palavras chamam um beijo, que chama um beijo que chama uma noite!
Um convite, não era mais Ipanema. Caramba! Muita caipira! O convite, a música do carro, as luzes, a música do carro, o quarto, a música do quarto. As palavras, o som das palavras. Ditas, amáveis, sinceras! Sensação culminante! Beijos, sussurros, segredos! Segredos revelados. Segredos selados. Um só sentimento: encanto. Olhos verdes, "... Noites com Sol, são mais belas..."
Sim, lá vinha o sol. A luz acabava com as confidências de uma noite de deslumbres e novas emoções! Caipira na mente, desejo no peito, palavras... "Nos vemos mais tarde?"
Lábios acerejados: um mar de palavras, perdido no mar
Sunday, July 23, 2006
Esperando o começo...
Quinze minutos! Será que foram mais? Foi o tempo necessário entre uma caipirinha, um cigarro acesso, e um encontro. Aqueles olhos... Sim, são eles mesmos! Estavam ali, sujeitos, testemunhas. Olhos que piscam, se perdem na multidão, mas não desviam seu foco. Sim, havia um foco. Um foco apreciado, que apreciava, desconhecido. Seria possível? Seria quem? Seria como?
As luzes apagam, começa o chorinho... Samba. Música Popular Brasileira definia a cadência dos passos daqueles espectadores. O foco, embora foco, também focalizava. Eram vistos muitos olhares, muitos passos, muita dança! Alegria espontânea de uma noite colorida de um dia cinza perdido no cotidiano. Era real. O samba fazia vibrar, a caipirinha fazia rodar, e aqueles olhos faziam o intrigar. Será? Seriam aqueles olhos que focalizavam o foco? O que seria o foco? O ritmo, a espontaniedade, a alegria de um anonimato solitário, que se permitia descobrir um novo momento.
Aqueles, e aqueles olhos! Que saco! eles estavam sendo desviados sempre. Quantos focos para se competir! Haveria competição? Haveria ação? Houve o segundo encontro decisivo! Foco no foco.
Um sinal. A princípio um sinal não entendido, mas ainda assim um sinal. Um sorriso, ah se eu for falar daquele sorriso... Era um sorriso que tinha brilho, carisma, encanto! Que droga! Que sorriso lindo! Era um sorriso verdadeiro? Era uma brincadeira? Não importava, era um sorriso. Copo vazio na mão, o caminho era o balcão. A ordem: "... mais uma caipirinha por favor!" A terceira caipirinha seria apreciada ali mesmo no balcão, o anônimo perdido entre os desconhecidos conhecidos, agora tinha um lugar para melhor apreciar, um lugar de onde iria focalizar. Um lugar, onde seria o foco.
E aqueles olhos verdes? Eram tantos olhos, e o verdes estavam lá perdidos... Tudo bem, ainda restam alguns cigarros, copo cheio. Por que não meia-hora? Ou quinze minutos. Ali sentado, o desconhecido iria conhecer.
"Você me espera?"
"Sim... Claro!"
Como? Eram os olhos verdes! Sim, eram eles. Inacreditável. Coração palpitando sem parar, e os dedos trêmulos e a mais bela sensação de desejo que seria possível acontecer. Aqueles olhos verdes, o sorriso encantador, agora tinham um som: "Você me espera?"
Esperando o começo, várias abordagens foram feitas. Um desconhecido já não tão desconhecido, era conhecedor das novas. Bonitas, interessantes, e o melhor, interessadas. Nunca fui muito bom em "dar toco", mas acreditar nos olhos verdes, era ainda o sonho! Eles voltaríam? Que dúvida... Confiança é como um prato de fast food, pode chegar rápido, ser degustado com muita satisfação, e nem infinitas horas de academia poderam estirpá-la, só com a faca talvez. Por isso, por que não? O tempo foi não curto, mas também não longo. Companhias foram feitas, mas no reencontro com aqueles olhos e o sorriso encantador, foi preciso e perfeito. "Desculpa a demora..."
Dedos trêmulos: Emoção ou nervosismo, no papel bem estudado...
Outras histórias

Contar uma história... Quanta responsabilidade! Mas aqui, começo hoje, uma nova história. Vou contar para vocês:
Um cotidiano sem graça, cinza, como um dia nublado. Mesmo com a passagem de alguns focos de luz, que as nuvens (sem querer) deixam escapar, é um cotidiano, cinza, mas não menos belo, apesar da apatia e das penumbras!
A história começa, quando a luz do dia apaga. Uma rotina, pode ser quebrada, com o simples ato de descer para comprar cigarro. O maço ainda no bolso, seria a fuga, e o apoio... Solitárias luzes refletidas pelo parabrisas daquele prateado meio sujo... Niemeyer, Delfim Moreira, Vieira Souto, Vinícius e Visconde! Chegava o lugar...
A semana chegava ao ápice, os fogos e os gritos da torcida de algum time de futebol. Vinte e três, são as horas, doze os minutos... Frio, numa noite de inverno, pessoas bonitas na rua, na praça!!! Esse era o tempo...
Dezoito, uma caipirinha no balcão, cigarro acesso. Pessoas, desconhecidas... Desconhecidos, conhecidos entre desconhecidos. Night solitária! Luzes despojadas da galeria. Móveis metálicos, cadeiras desconstruídas, pessoas vêm e vão! Sorrisos bonitos, olhares precisos (afinal, uma hora se descobre o porquê não se deve deixar a academia...) Apesar dos desconhecidos, conhecidos, o anonimato, despertava interesses. Quem será? Solitária situação, onde o apreciador é apreciado, e o apreciado é desconhecido...
Escadas, mezanino, um metro e noventa e seis? Talvez. O pé-direito não ajuda muito... Mas os olhos verdes. Ah mas aqueles olhos verdes! Olhos que focam, mas que estão acompanhados. Aqueles olhos verdes... Impossível esquecer!Assim foi o encontro: escada, jaqueta preta, olhos verdes! O que seria o resto? Não sei... mas só sei que aqueles olhos verdes, ainda iriam olhar e ser olhados. mas essa já é uma outra história.
Olhos verdes: Amadorismo talento, nos papéis mal estudados...