
Sempre tão decidida, ela o conquistou. Odiada, repuldiada, mas indiscutivelmente respeitada. Não buscava os sorrisos de comissários de bordo, nem os elogios de vendedores de boutique. Seu objetivo, é o sucesso de sua luta, uma luta sempre travada contra o preconceito, contra a injustiça.
Batalhou legal tudo que conquistou. Menina, moça, mulher... Menina do Jardim, moça de Copa, mulher de Copa, concreta, objetiva e sensata. Muitas vezes, era a "Dona da Palavra", poucas palavras, algumas horas, brutas palavras, em outras, doces palavras suaves, singelas. Um sorriso único! Grande, uma grande mulher. No compasso do passo, na parceria deslumbrada, os passos. No ritmo, um som, no chão o ritual, afinal "Where is the Love?"
Sempre tão romântica, ela o conquistou. Amada, querida, mas indiscutivelmente radical. Buscava a companhia, a companhia verdadeira, seu legítimo afeto. Garoto, moleque! Nem sempre, os homens são feitos, quase sempre os grandes são meninos, e assustados com a atitude de nova mulher. Tempos modernos, mulheres no campo, armas nas mãos. Belíssima mulher, que mesmo na luta, mesmo na sua mais esplícita brutalidade, é feminina! Voz fina e suave, delicadeza na intimidade. Menina que canta "Viva Forever", que veste rosa, que passa batom!
Anda de salto, maior ela o é! Quem estará à sua altura? Lá de cima, ela vê um mundo que nem sempre lhe foi cordial, vê os meninos que a admiram, vê os verdadeiros amigos. "Dona da Palavra", sabe que só tem duas opções, e sabe que não tem muita escolha. Portanto, segue seu caminho, porque vê, porque conhece e porque é certa que a derrota, não estará no seu percurso.

