Tuesday, September 12, 2006

Frio nos Campos

Passos na avenida, cinco graus... Luvas pretas, calça jeans, casaco marron, pólo! Noite diferente, posturas diferentes, um som diferente! Era uma madrugada de glamour, um lugar calmo, repleto de beleza, pessoas bonitas, um cenário perfeito para aquela elite charmosa, peles muito claras, sorrisos espalhados nos rostos irretocáveis.

Nos campos, a natureza faz de seu show, uma ostentação. Nada mais rústico! Um mundo sofisticado, com pessoas sofisticadas. Olhos embaçados pela cerveja alemã, um frio pleno e úmido. Foi assim, que nos campos, se conheceu o novo momento, a nova possibilidade!

Quem era aquela outra São Paulo? Afinal, São Paulo não é apenas a fotografia... Podem errar a luz, mas existem muitas São Paulos. Ali, uma outra!

Doce, suável, exótica... Mensagens de amor, um sorriso no retrato, amante! Como sempre, uma outra história.

Monday, September 04, 2006

Foi a luz...


Coco Rosie esteve por aqui, mas não foram devidamente apreciadas. Dias frios, um Rio atípico, um calor emocional! Encatado com ele próprio, fez de seus momentos, as suas emoções. No palco "Humanidade Anônima", na platéia, o anônimo descobrindo e observando o quanto o anonimato lhe faz bem.

Segredos bem guardados, não precisavam ser expostos, tudo no devido lugar. Imagens bem apresentadas, emoções devidamente ensaiadas. Eis o propósito: criar emoções! Emocionado não, informado! O tempo apaga as manchas causadas pela inexperiência, e traz sempre novos sentidos, outros métodos. Um novo começo? A continuação da saga de um criador! A arte do espetáculo... Um show de metáforas e sentimentos entremeados pela leveza do ser.

E Sampa? Pouco se sabe sobre Sampa... Mas diante da devida luz, uma bela e encantadora imagem vem sendo construída! A imagem que ela constrói, a imagem que ela busca. Na noite sem luz, no dia nublado. O tempo passa. Urca outra vez? Quem sabe? A segunda é ainda para muitos poucos. Ou quem sabe para a única?

No palco eles, na cabine apenas ele e ela. Ela fez a luz. Ela deu cor aos movimentos, deu sentido ao tempo, e desenhou o cenário perfeito! Ele, maestro, gritou, insistiu e criou. Talentos, técnicas! Bastidores não é o lugar, que venha o palco! Que venha a luz!