Tuesday, May 22, 2007

Mal, outrora, justo!


Rio de Janeiro, tarde de uma sexta-feira. No final do almoço, um café. Antes do retorno, um acerto de contas. E entrava no saque, a testemunha ocular! Na giratório, um último olhar do criminoso. Arrependido? Não se sabe... Apavorado? Certamente. Final inevitável, para crimes invitáveis, ou evitáveis, na medida em que toda história escrita mundo afora, contivesse em suas páginas, os conceitos básicos da civilidade.

Enfim, o terror. Um poeta, assiste a morte, frente a frente. O sangue escorrendo no vidro. A atitude certeira daquele, que na vida, escolheu a opção de defender! (Na selva urbana em que muitos vivem, a coragem talvez seja uma das melhores garantias para sobrevivência.) E os últimos suspiros de uma vida, que sequer conheceu. Um mal incalculável, porém, compreendido. Os olhos não acreditam, o medo da dor. Dor de alguém que causou dor, e o final de uma história, que poderia ter acabado de uma forma muito pior.

Tuesday, May 15, 2007

Mais uma loira...


Gente fina. Mulheres finas, música fina, balada fina. Na taça, uma bebida fina, na pista, saltos finos, um tecido fino, um sorriso lindo dentro dos lábios finos. Lá estava ela, linda, loira, deslumbrada com o poeta amador, não tão fino, mas ainda encantador! Na pista eles flertaram, inocentes e deslumbrados. A noite correu e nem mesmo um beijo trocaram. Apenas as palavras dos coinscidentes geminianos... Ela, 19, ele 25! Escritores, atores e amadores... Indiscretos em suas opiniões, precisos em algumas decisões. Nada importante até então!

Semanas depois, um encontro acidental. Na mesa do bar, na sexta-feira de batidas na Barrinha. Ela chegou, ainda encantadora, com sua magia arriscada e perigosa. Mais uma loira em sua vida? Não, desejo proibido! Na mesa o jogo da verdade, os vários copos vazios, e as cabeças reviradas pela bebedeira típica dos deslumbrados. Verdade ou consequência? Na verdade, um falso, na consequência, um beijo, rápido e inocente... Risadas e palavras. Apenas uma brincadeira.

No dia seguinte, o beijo inocente nem mesmo era lembrado. Mas a nova loira, lembrava o encontro prometido. No encontro, loiras, e mais loiras. Ébrio e insensato, um beijo irresponsável, uma atitude profana. Eis a loira em seus braços, eis o peso de consciência.

Palavras errantes, um bêbado errante. Trevas num domingo de sol. Paixão, tesão, dúvida! Não é por direito a todos sentir indecisão? Com verdade, é derramado o peso da cobrança cega e estúpida. Palavras estúpidas, gosto amargo de traição. Verdade exposta, palavras expostas e o medo do fim! A loira, mais nem tão linda, os beijos, não mais inocentes. Armadilhas de um momento de solidão...

No desenrolar do pânico, a loira é por fim, preterida. Ainda linda, porém preterida. Acidente certo no instável percurso daqueles que se encantam. Lição correta para os que esquecem o encanto... Pois um encantador, por vezes encantado, também pode se errar em suas decisões!