Sunday, November 04, 2007

Apolo


Apesar de ser um o deus do sol, foi sob o cair da noite que surgiu. Na pele, a marca do sol, os olhos suavemente rasgados, um sério e respeitável olhar... Ao fletar, uma barreira é rompida no sorriso que escapole!

Mais uma vez, São Paulo. Berço dos cordiais, templo da labuta! As palavras eram delicadamente ouvidas. Naquele estúdio dos profanos, uma alma perdida em busca do sagrado... Talvez, a busca fosse mesmo pelo profano. Mas provavelmente, foi o sagrado que se viu partir! O tempo era pouco, a magia era plena, mas o futuro ainda era enorme. A mão que registrava os números, era a mesma que foi sutilmente tocada, acariciada, desejada!

Passado um ou dois dias, o chamado distante. As palavras eram novamente suaves e abafadas... Um novo ritual! O também deus da purificação, buscava nos ramos de loureiros a energia vitual! No cálice, a bebida livre dos teores volátis. Diante do deus, uma busca pela perfeição, na figura do jovem rapaz, o símbolo da transição. O jovem que almeja se tornar adulto!

Distantes. Na experiência, um inexperiente poeta apresenta as belezas naturais. Cenário repetido de numerosas travessuras. Ali, alguém escrevia um presente diferente. Uma maturidade aparente, na imagem de um antigo apaixonado, que buscava nos rituais mais mirabolantes a volta da amada. Outrora, novamente, a inveja de Eros, deus do amor, faz esmaecer aos poucos sua nova experiência com o afeto.

Seria Dafne na poesia? A ninfa transformada em loureiro, sua tão sagrada árvore.

Mais uma vez, escorpião. Pela primeira vez, um guerreiro, um deus. Talvez o melhor dos arqueiros, talvez o deus da música. Naquele novo instante "Say it right"! No tocar dos lábios, a química perfeita. No fechar dos olhos, a magia do tato. Expectativas frustradas, nos segundos de cumplicidade. Um romance grego, em terra de troianos... É um fato: um arqueiro vaidoso nunca receberá os louros de um deus do amor! Um mito.