Saturday, June 23, 2007

Um momento de atenção, por favor!


No restaurante, ela levanta o dedo e pede: "...uma Coca Zero, por gentileza!" No balcão do bar, ele pede: "...uma porção de batatas-fritas, por favor!" E por um acaso eles levantam o dedo. Eis a tentativa mais comum de se tentar pedir a atenção! Entre um pedido e outro, um muso pede um presente: um aniversário de atenção. Um dia só dele, uma tarde só dele e uma noite só dele!

Dias dos namorados chegando... Um vôo que chega na hora precisa, um moleque que chega na hora certa, um lugar que não se chega! Outrora, chegada, ainda sim tardia! Apenas os dois enamorados, e o seu novo lugar! Começava o momento pedido...

Atentos na saída para não esquecer o caminho, atentos na escolha do vinho, a atenção no beijo saudoso, a falta de atenção na escolha dos presentes! Presentes? Que presentes? Enfim, faltou um pouquinho de atenção! Mas ainda, muito se poderia fazer. Na estrada, falta de atenção na música da Britney Spears (ou seria falta de bom-senso?) No almoço, falta de atenção diante do tumulto. Mas no final do passeio, atenção redobrada na cabana da hidromassagem, ao som romântico do Blues, o incenso, as luzes de vela, o vinho e o corpo nú. "Feliz aniversário!"

A atenção faltou naquela hora do papo-cabeça. A pressão do projeto do futuro. O medo de enfrentar! O perfil do poeta que não permite que ele dê atenção às angústias com aquilo que ainda não aconteceu! Sem previsões, sem traillers, sem noção de final! Por que não deixar que o futuro conte o que queremos saber? Por que não escrever pausadamente todas as linhas daquela história? Por que não desfrutar de cada pequeno e precioso instante daquele momento tão íntimo?

No domingo faltou atenção naquele momento de amor! Houve atenção na mousse prometida, houve atenção na presença da musa, houve atenção na despedida. Atentos, apesar de isentos, seguros, apesar de eufóricos! Esse é o pedido que certamente será atendido.

Saturday, June 16, 2007

Paixão e instabilidade...

Naquele sábado, ele não era o mesmo! Irreconhecível, irresponssável, imaturo... Uma visita rápida, e poucos foram os momentos de intimidade, poucas foram as horas de paixão. Mas como deveria ser? Um tempo, e um espaço inimigos de sua passagem, conspiravam para o abalo daquela união. Uma paixão forte e sutilmente possessiva, também incomodavam aquele, que por tantos, é tido como encantador.

No banco de trás do carro, um momento de forte de paixão. O pileque sempre constante, por hora irritante, fazia tudo parecer mais tolerante, versátil... Um capricho, e uma vontade absurda de amar. A música descomprometida e as pessoas descomprometidas tornavam o compromisso uma bobagem. Mas não era. Bobagem foi aquela briga, e aquelas palavras inconformadas de quem só queria um pouquinho mais de atenção. Bobagem, foi blefar um final. Aqueles óculos escuros e uma carteira perdida. Poderia ter sido um final!



Mas não o foi. Na verdade foi o começo, o começo da ciência de que, apesar das diferenças e dos conflitos, certas bases são tão sólidas, que poucas tempestades são capazes de abalar... Um encontro no cinema, um sanduíche sem cebola e mais uma vez no "Flamingo". Aquele foi o domingo perfeito. As luzes da cidade revelavam as lágrimas da partida. Mais uma partida, mais um beijo, porém, dessa vez, maior era a certeza, o que existe é amor! Belíssimo, o Píer 21...

Thursday, June 14, 2007

Em nome do papo!


Quem assistiu "Alpha Dog", ou vir a assistir, possivelmente irá entender do que se trata esse post. Ele é baseado num acontecimento que se repete há várias gerações, e serve de lição para próxima que, possivelmente passará pela mesma situação... Os sentimentos do personagem desse mesmo post, são os mesmos daquele jovem menino de quinze anos.

Confiança. Certa vez, um rapaz falou em confiança, em medo e similares. Hoje é correto afirmar, que algumas vezes o pessimismo dele, foi realmente indispensável, para que grandes ilusões não se tornassem grandes pesadelos. Iludir-se sim, porém, não se tornar cego diante dos fatos, que são mais do que claros. Como por exemplo, o empréstimo de sua reputação em prol de uma grande amizade. Antiga e velha mania que fazem de inocentes, pecadores, e pecadores em heróis. E foi grande heroismo, o de um certo Justin, levar sua presa cúmplice diante de um precipício, proferando grandes mentiras, e consciente do futuro ato vil. Que grande vítima, aquela que não quis perceber sua setença, e se apegou nas falsas promessas de seu ilusionista!

Um nome, e uma verdade. Todos merecem uma chance, mas de hoje em diante, nem sempre todos vão ter. Em nome de alguém, muitas gerações aprendem e ensinam o básico sobre o capital, tão difícil de se crer. A verdade que ronda famílias e abala grandes amizades. A falsa ilusão de se abster das armadilhas do vil metal. Esse, que mesmo no auge de sua renúncia, constrói os incríveis vilões, na mesma intensidade que destrói os fracos heróis, e também as tolas heroínas...