Wednesday, August 30, 2006

Um pouquinho de Coco Rosie

"Born illegitimately
To a whore, most likely
He became an orphan
Oh what a lovely orphan he was
Sent to the reformatory
Ten years old, was his first glory

Got caught stealing from a nun
Now his love story had begun
Thirty years he spent wandering
A devil's child with dove wings
He went to prison
In every country he set foot in
Oh how he loved prison
How awfully lovely was prison

All those beautiful boys
Pimps and queens and criminal queers
All those beautiful boys
Tattoos of ships and tattoos of tears"

Quando ouviu "Beautiful Boys", ele nada conhecia de Coco Rosie... Conhecia um pouco mais de São Paulo, mas quem eram elas, muito pouco! O belíssimo e delicado par de vocais oriundos das terras de Tio Sam, quem experimentam um folk embriagado por nuances do eletrônico, dispertaram a curiosidade típica daquele nada sargitariano, mas que por Sargitário (que talvez não tão Sargitário) se rendia a nova descoberta!

Sejam bem vindas, seja bem vindo São Paulo, sejam bem vindas a São Paulo, e venham ao Rio, São Paulo e Rio, e Coco Rosies... Será? Dará tempo de comprar os ingressos? Existe o desejo, a vontade... Mas e os ingressos? Vip, não Vip, meia! Até então nada de ingressos, apenas "Beautiful Boys", mas já está valendo.

São Paulo ainda confude, afinal são as pautas! Interessante e intrigante... Sampa, a terra da garoa! Que fascínio é esse que essa São Paulo tem dispertado ultimamente, hein? Instigante saber que Sampa ignora, Sampa é blasé e desconfiada. Será? Brincadeiras... Cada vez mais ele se encanta com Sampa!

Onde estará Sampa? Longe daqui? Num joguinho curioso de suspeitas e indiretas! Sim, Sampa. Samba. Olha o Circo que voa, olha a quarta-feira dos "outros" pretendentes. Hoje foi dia de garoa? Hoje fez frio e sol, um Rio incomum. E Sampa? Samba? Não, talvez um folk eletrônico, quem sabe Coco Rosie!

Sunday, August 27, 2006

Acho que gosto de São Paulo

São Paulo, na Urca, um Cabernet Sauvignon...

São Paulo tem seus filhos, tem sua saga, tem seu passado! Falar de São Paulo ainda é difícil. Mistério. Curiosidade que intriga e um medo de uma nova ferida! Talvez. São Paulo é erutido, São Paulo é fotografia!

O encontro, o "Primeiro Encontro" foi precioso... Seu cheiro, sua imagem, sua postura. O sotaque charmoso, o sorriso fascinante. Como é possível alguém gostar tanto de sorrisos? Os olhos, a pele, a atenção! Um elo entre sagas distintas, porém, com seus pontos em comum. Foi assim que começou. Um blog, um post...

Sagitário, perfeitamente, sagitário. Se a tolice dos signos for verdadeira, esse é o perfeito.

São Paulo, um enigma... Uma distância, uma sensação de abandono. Como está São Paulo? Onde está São Paulo? Perto da Paulista? Na Rua da Passagem... São Paulo, em Botafogo. Momento de belas descobertas. O instante do flertar, a vontade de ver, de ouvir, de falar. Era quase uma da manhã, nas ruas de Ipanema, alguém espera por um telefonema. Alguém liga por diversas vezes, e espera. O desejo de rever, e a espera.

São Paulo pode ser confusa, São Paulo pode ser distante, mas acho que gosto de São Paulo.

Tuesday, August 22, 2006

Um sorriso de Jennifer Connely



Ela chegou, com mais cinco colegas. Três molecotes desajeitados, uma menina gordinha e uma outra desapercebida. Pastas, euforia, vozes estridentes... Num almoço rápido de apenas uma terça-feira qualquer, ela deixou de ser uma guria qualquer. Como nunca percebi estar almoçando com ela? É correto que a rotina, a pressa, a cabeça ocupada com os próximos traços do belo ofício, impediam que um sonhador, agora, mais confuso, notasse seus olhos, e seu sorriso. Jennifer Connely...

Talvez em sua juventude não muito distante, a verdadeira Jennifer se sentisse honrada em perceber tamanha semelhança. Pois ali mesmo, no subúrbio carioca, pude me deparar, com um encanto sem igual, ou melhor, semelhantemente sem igual.

Os olhos, que sempre (como foi constatado) buscavam os meus, hoje me fisgaram com tamanha precisão e ousadia... Um sorriso quase intimidador. Não consegui resistir, fui obrigado a retribuir. "Ele é lindo, está sempre por aqui..." Ouvir o som da voz fina e suave, com o sorriso mais confiante e preciso ja visto, foi capaz de me fazer tremer, atirar para dez anos atrás, quando ainda eram pertinentes a vergonha e tímidez, diante de uma mera travessura juvenil.

Não importa, nem vinte e cinco anos são capazes de deixar no controle, um romântico diante de sua musa... Linda, alegre e precisamente determinada. Ela andava pelos corredores, entre as mesas, entre as garçonetes, entre os clientes, todos platéia, daquele espetáculo de sedução! E ela foi saindo, e os olhos (os mais belos olhos) ainda olhavam, fixos, destemidos, violentos. Hormônios que fazem qualquer rapaz se intrigar. Não é possível!

Não vou contar a intensidade do momento, e nem os fatos que ele irá causar. Olho para o céu nublado, vejo que tudo foi revirado, todas decisões, todos conceitos, tudo... Pelo visto, muitos alicerces foram abalados, todos por um único sorriso, um sorriso de Jennifer Connely.

Sunday, August 20, 2006

O Primeiro Encontro...


Copa... Naquela avenida de um dos lugares mais ecléticos do cenário dessa nova história, havia alguém. 59, e um surto! Após o som de "Bette Davis Eyes", um telefonema... Após "Into my life", um dilema... Mas era um momento "Time after time"! No escuro do desconhecimento, 59, e o surto, faziam valer a pena a pequena espera. Lá estava a personagem de um instante de singelas descobertas.

"I can hear the howling wind
Yes the sound is getting higher
As the night is closing in
I'm waiting on you"

Um sorriso: "Boa Noite"! Alguns passos, luzes refletidas no vidro, movimento... "Você tem isqueiro?"... Mals hábitos, boas desculpas! Momentos depois , um muro, uma paisagem conhecida, um lugar, um passado querido, um presente promissor...

"Carpet stained with my red wine
I've been staring at the fire
I keep looking at the time
I'm waiting on you"

Histórias contadas, e em cima daquele murinho, um Cabernet Sauvignon... Dois olhares, dois sorrisos. Um sonhador bem intencionado... As palavras eram trocadas com amizade e ternura, os gestos eram contidos, polidez, uma cordialidade que tornava mais aprazível o instante. Tempo? Não curto, não longo... suficiente! Dois sorrisos, um clima de sedução tão sutil, que não parecia tanto como um primeiro encontro. Natureza de quem busca ser autêntico, natureza dos que já deixaram de jogar...

Mas qual o conceito de um primeiro encontro? Depois de tanto questionar os conceitos, não era possível rotular aqueles instantes especiais... Mesmo com a sensação de conforto, foi espontâneo... O primeiro beijo. O tempo não era um aliado, mas o desejo era uma constante. E sim, ali existia um clima de atração.

Numa esquina familiar, uma despedida graciosa, o vício tambêm estava lá... "Amanhã nos falamos"! E sim, se falaram, se conheceram, se cortejaram... E o restante, o tempo contará, uma nova história será escrita, um novo momento estará surgindo, e como será o novo quadro, somente os artistas poderão mostrar.

"Those big black eyes wicked smile
That you flash as you walk through my door
Into my life
Into my life
Into my life"

Saturday, August 19, 2006

Permissivo


Posso? Não, não pode?
Devo? Não, não deve?

Por que? Quem disse? Enfim, não existe razão, não existem regras. Nossas histórias sempre se esbarram em momentos que a opinião alheia, pode provocar alguma mudança na seqüência natural de alguns fatos!

Conceitos responsáveis por todos o julgamentos feitos em cima de fatos tão relevantes. A realidade é muito dispersa. Tudo pode ser, de fato, muito relativo.

Ser ou não, um permissivo. Pervertido... Há muito tempo os tolerantes são julgados, os depravados e imorais! Mas hoje, numa sociedade tão "conservadora", o que é ser tradicional? Ciúmes, gostar, paixão, amor... Quantas definições, quantos rótulos! Como atribuir palavras e conceitos aos mais diversos sentimentos humanos? Como explicar o desejo, a saudade, o sexo? Sensações que dificilmente poderão ser descritas. O instinto humano que rompe com as amarras de um mundo tão incoerente, faz da incerteza e das contradições, suas aliadas no ato de tornar confusas, todas as relações inter humanas.

Auto-conhecimento. Um tesouro escondido nos mais profundos abismos da mente humana. Um tesouro que poucos conseguem encontrar. Procura que fazem perdidos tantos sentimentos e fazem inconstantes tantos desejos. Dúvidas que pairam, e fazem dos atos, o imprevisto, o inexplicável. Encontá-lo seria o momento culminante na história de um ser humano. Conhecedor de si, seguro e racional de todo o seu comportamento, seus anseios e medos.

Permitir. Não é possível explicar quanto permissivo pode ser o sentimento... Em suas variáveis, a permissão vai da promiscuidade até a mais absurda abstinência. Parte da liberdade até a prisão. Permissivo e alucinado, sem exageros, esse é o caráter de alguém que muitas vezes, é visto como o merecedor de disciplina, merecedor do pensar! Precisamos de disciplina? Precisamos pensar? Eis o nosso mal, pensar...

Wednesday, August 16, 2006

Sonho na tarde...


Alguns dias, é possível acordar e perceber que tudo que é vivido, parece um sonho... Tão doce, tão suculento, tão recheado, sedutor... Palavras de um sonhador. O exagerado da hora, notou numa simples tarde de uma quarta-feira dessas comuns, o poder de um sonho.

Pra quem passa horas na academia, procurando exterminar aquela maldita "barriguinha de chopp", falar de "sonhos" poderia ser uma blasfêmia. Mas na verdade, por pior que possa parecer nosso inimigo, é com ele, que o caminhar pode passar a ser mais doce, mais prazeroso, e imprevisível...

Lá estava ele na vitrine. Talvez tenha ficado desde a manhã, não se sabe. Mas lá estava, cercado, bonito, muito tentador. A busca por preencher aquele vazio após as horas que passaram desde o meio-dia, lá estava: um sonho!

No primeiro momento, pensar em sonho, não é nem muito prudente, afinal, existe uma rotina, uma realidade, uma massacrante jornada que faz da vida uma festa, mas que em muitas horas, não sobra tempo para os sonhos! Desde de cedo aprendi a gostar dos sonhos, e foi com eles que pude apreciar, e talvez até mesmo conquistar preciosos momentos dessa história. Foi com eles que muitas mudanças puderam ser feitas, e por eles, muitas decisões ainda serão tomadas. Não posso ignorar a importância dos sonhos. Mesmo não sendo reias. Mesmo sendo apreciados tão instantâneamente. Não importa, eles passam e deixam um prazer sem igual. Eles se espalham, são macios, são precisamente doces... Quem souber apreciar na medida certa, jamais deixará de gostar! Eles são simples, são honestos e saborosos!

Posso prevenir que não se viva no mundo dos sonhos, mas permita que os sonhos possam viver num mundo, que apesar de ser realmente interessante, sempre real, é as vezes um pouco amargo demais pra poder se desprezar um doce de um sonho!

Mas isso é claro, só para quem tem o paladar apropriado para apreciá-lo!

Tuesday, August 15, 2006

História, e tempo...


Hoje, recebi uma notícia um pouco triste, por isso dedico esse post a um amigo que gosto muito...

O tempo, a história... Estranho como histórias acabam, umas com finais felizes, outras não. Mas o fato é que o tempo que dita todas as regras. Não importa. Sem ele, ou com ele, tudo poderia ser mais duro, ou mais suave, mais feliz, ou mais triste.

Mas valorizar a vida, as paixões, os amores... Essa é a lição, meu amigo! Viver... Estou do seu lado pro que der e vier! Estamos vivos, e assim caminhamos, e continuamos a escrever nossas histórias até o momento que também acabaremos nosso livro da vida!

A cada capítulo, vale verificar as palavras, o parágrafos, ou todo o tempo em que a felicidade, seja como protagonista, ou coadjuvante, fez seu instante de glória! Fez sua ilustre participação.

Esperamos o tempo, nos segundos, nas horas, nos dias, e aí uma nova história será escrita, e nela, toda a bagagem que recebemos até então, será nossa força, e nosso conhecimento, pra poder saber ilustrar da melhor forma, a partir de então, tudo que vier pela frente!

Monday, August 14, 2006

Telhados de Paris





"Venta Ali se vê
Aonde o arvoredo Inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que um engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que me estranha, mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito

Eu tenho os olhos doidos, doidos, doidos
doidos, doidos, doidos, doidos
Meus olhos doidos, doidos, doidos,
doidos, doidos, doidos
São doidos por ti

O tempo se foi
há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
de versos retos, corretos
E o resto de paixão, reguei
Vai servir prá nós
E o doce da loucura
E teu, é meu
Prá usar a sós "

Nei Lisboa

Tuesday, August 08, 2006

Exagerado? Quem?


"Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade

Paixão cruel desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas

Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado"

Superlativo, intenso e absoluto! Viver com força todas as emoções que aparecem na nossa história, é uma forma de chegar no final, e querer repetir tudo de novo, exatamente da mesma maneira... Felicidade não é uma constante, mas sempre aparece com frequência desde os momentos mais desapercebidos do cotidiano até os especiais que enchem nossa história de memórias!

Sim, sou exagerado! Levo tudo com intensidade, não sei se é correto, não sei se é errado. Assim sou, sem querer ser exemplo, sem a pretensão de ser referência, apenas alguém que gosta de ser feliz, e faz da felicidade, um tesouro que sempre poderá ser redescoberto.

A cada história que começa ou termina, não se sabe o certo o final, nem o começo, mas a felicidade vai estar ali, mesmo que no cantinho da página, nas entrelinhas, nas emoções... Ser louco, romântico alucinado! O que fazer? Voltar, sorrir, viver... Eis uma forma de ser! Um ser criador, que como criatura, não conhece a palavra limite, ainda mais, quando o assunto é ser feliz.

Exagero? Não, talvez não!

Monday, August 07, 2006

"Alê"gria, "Alê"gria!


"Alêgria", chique, charmosa e sensível... Cumplicidade incontestável, amizade instantânea. Como falar de "Alêgria"? Bom, a palavra ilustra bem, o que minha jovem amiga me transmite incondicionalmente.

Delicada, elegante, sincera. "Alêgria", não tem dimensão. Belas palavras, palavras amigas. Palavras que não permitem lágrimas de tristeza! Sua história renderia milhares de posts. Mas hoje ela faz parte dessa história. Com ela, eu escrevo uma história. Uma parceria, confidente, e pela qual sempre serei grato... Esse post é dela.

Certa vez, numa igrejinha antiga, ali no subúrbio do Rio. Uma cerimônia distinta, pouca intimidade. Foi ali que eu vi aquela tartaruga. Caramba. Aquela tartaruga... Que preciosidade. Um ser em extinção... Preciosa e rara. Aquela tartaruguinha, tinha uma história. Houve luta, houve medo, houveram muitas vitórias. Momentos que fizeram dela, nobre e atenta. Digna e sensata. Simples, simplismente sofisticada, em sua mais profunda essência. Um elo magnífico com seu sangue, um exemplo magnífico de amor. Admirável, essa é talvez uma palavra que resuma tudo.

"Alêgria", realmente, charme, beleza e elegância, não são para qualquer um... Gratíssimo, minha pequena!

Sunday, August 06, 2006

Um quadro, e o fim...



Enfim, um final... Breve, feliz ou triste? O quadro ficou pronto, teve cor, teve lição, teve emoção! Uma história termina hoje, mas os bons momentos ficam, e ficarão sempre! E o quadro ficará ali, na parede da história do sonhador.

Românticos são assim, loucos, destemidos, embora mergulhados num mar de sensibilidade, mas ainda são românticos, artistas, atores das mais belas histórias de amor. Foi uma história bonita, foi uma história confusa, com um final um pouco nublado, escuro, que chega no final de uma semana com pouco sol, pouca luz , mas com perspectivas de novos dias iluminados, tão alegres e vivos quanto os de alguns dias atrás.

Os olhos verdes não serão mais o foco, embora guardados com muita ternura e paixão.

Algumas vezes, quando estamos perdidos, ou quando sentimos alguma espécie de dor, o melhor - acredito - é sempre buscar o caminho para felicidade, a plenitude ou o equilíbrio. Numa balança, não podem co-existir insegurança e sonhos. Em terras vulneráveis, é sempre difícil construir uma fortaleza. Viver nas nuvens também não é a melhor solução, pois sempre existirá a possibilidade de uma tempestade ou de uma simples desilusão.

Mas aqui fica um quadro... Belo quadro. Já sinto saudades...

Thursday, August 03, 2006

Meus olhos fechados


Quais são os sinais de fascínio alheio que são possíveis de se ver, quando vive-se momentos intensos de emoções? Observar movimentos, renúncias e decisões, os signos de uma impossível decifragem do mistério chamado mente...

Deixar a espontaniedade tomar conta do ato, é em princípio, a melhor lição a aprender, nessa escola do fascínio!

Ansiedade, curiosidade... Sentimentos humanos que provocam tantas descobertas, que instigam desbravadores, mas que em certas horas, são inimigas da descoberta do ser e do viver...

De olhos bem fechados, é possível descobrir todos seus mistérios. A pele, o tato... Quanto precioso é, o sentir da pele e do calor. Energia humana que pulsa e alimenta os desejos mais ocultos! Foi assim a história...



Numa noite, muito foi visto, muito foi falado. Luzes variadas e ritmadas por um som, encobertas por uma nuvem típica das grandes discos. Não foi assim que começou, mas seria assim que todas as idéias surgiriam! O que sentir ou falar? Intrigante o ser que se permite viver uma história, cujas bases são tão singelas, no meio de anseios e indecisões!

Sim, mesmo num paraíso encantador, existem dias nublados, noites sem sol! Mas mesmo assim, a sensação do risco e da intriga era o veículo que levava o gato a morrer na sua curiosidade!

Após o som, veio o apagar, e com ele, o beijo! O beijo que fascina, mas que teme, e faz temer...

Um beijo trêmulo e olhos vendados. Uma história, um momento. O momento de invisíveis descobertas. Pleno, singelo, o passageiro. Não há curiosidade, há apenas, a emoção. Rompe-se os vínculos com a visão. Uma falsa visão desmascarada pelos outros sentidos... Os olhos não precisavam ver. Uma venda, para enxergar o que era claro: fascínio!

Mas ainda assim tratava-se de um ser humano! Mesmo aquele menos curioso... Mesmo esse que não liga muito pro futuro, mas que uma hora, ou outra, vai precisar se guiar por alguma espécie de luz!