Saturday, July 29, 2006

Onde estão as chaves?


Um convite sincero! "Onde estão as chaves?" No percurso, um caminho ensolarado, uma manhã de sexta-feira... Um lar! "Onde fica o quarto de hóspedes?" Mas dito é: "... esse não será o aposento."

Chaves que abrem e fecham lugares. As responsáveis pela segurança, pela privacidade ou pela ação! Sob um sol autêntico e um céu nítido, as chaves não eram encontradas. Na portaria a reação dos responsáveis pela segurança, que constrangimento! Mas ao mesmo tempo, que distração, as chaves estavam no bolso! Mais uma travessura típica de um sonhador, que passara a noite nas nuvens, procurando pela porta certa daquele suposto paraíso!

Mas continua a busca... Pela vida, são cruzadas tantas portas, não? Qual será a próxima porta? Uma está aberta bem ali, e parece tão seguro entrar... Na entrada, as chaves estavam lá, e feita, lá estão: visitante e anfitrião... Um visitante, já anfitrião, agora na condição de hóspede... Permanente? Provisório? "Onde fica o quarto de hóspedes?" Mas dito é: "... esse não será seu aposento."

A chave pode ser de qualquer porta, se não é a do quarto de hóspedes, será de que lugar? Muitos cômodos ocupados, um lugar repleto de bons visitantes, um aconchego, onde lirismo e fantasia fazem o cenário de um quadro, que a cada dia recebe mais cor, mais vida, mais calor! Percorrendo os corredores, é possível ver algumas luzes, mesmo na claridade do momento. Algumas luzes brilham e ascendem a idéia de um futuro lar! Era lá que eu queria ficar! E lá que quero estar... Existe a busca do quarto, a chave não está no bolso, está na mão.

Após o brilho dos últimos raios do sol, uma sexta-feira começava a ser fechada, com chaves feitas de uma poesia. "Chuva fina" O que falar de "Chuva fina"? Laranja era a cor, o lugar aberto, as pessoas abertas, a luz de uma noite mais intensa... E a chave? O que abrir? Para qual quarto seguir? Tem mais alguém ali?

Bons anfitriões! "Chuva fina" era sentida, e ouvida pelos sonhadores! Um violão, um dom, e "chuva fina"... Chave na mão! O passar do tempo, o cruzar das portas, a passagem e o percurso. Sublime a sensação de se percorrer um caminho como esse. Não há medo, há segurança, boas companhias, bons anfitriões! "Onde você estava todo esse tempo?", "... não sei, acho que estava procurando esse lugar!" Estou feliz que o tenha encontrado.

Monday, July 24, 2006

As palavras



Na night carioca, diversas são as formas de abordagens. É possível afirmar, que grande parte delas são bem sucedidas, e bem intencionadas (mesmo as de "uma noite só")... Quando acreditar? Quando saber?


Os bons românticos, como diz Vander Lee, são aqueles que "conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão". E por isso a night é assim, sempre imprevisível, arriscada, insinuante! O conforto no sofá solitário diante de "Páginas", não é o melhor método de se escrever nossas próprias "Páginas"! Mas tudo bem, vinte e duas, são as horas em que tudo se desperta nesse mundo de pardos perdidos e achados, da Cidade Maravilhosa.


"Um amigo em comum?", pois é. Na cidade da beleza, e da sedução, o medo e o mistério algumas horas são inevitáveis. Um amigo comum, pode ser toda a solução. Ou não. Mas sim... Um desconhecido anônimo, mas amigo de um conhecido amigo. Um elo. Um pretexto!


E aqueles olhos verdes? Já me falaram do fascínio que um anônimo escreve a respeito desses olhos verdes! Eles piscavam... Piscavam, e se fechavam em cima de um sorriso encantador, uma boca carnuda, lábios acerejados, e uma forma única de conquistar. Simpática, espontânea, interessante, enfim... Perfeita!


Aquela seria não apenas uma noite especial de um dia cinza de um cotidiano sem graça! Era o começo dequela história. Uma conversa infindável. O desejo pelo beijo e a vontade de conhecer o corpo nú, eram facilmente sucumbidos por aquela amigável conversa...


Palavras... quantas palavras!!! O poder da palavra... Nunca duvide do poder da palavra! Confiança? Fast food! Sim, dois artistas, um só quadro. Será? Ainda é tão cedo! Que tal um beijo? "... será que alguém viu?" Olhos verdes fechados. Palavras. O primeiro beijo! Um beijo desejado, contido, surpreso! Olhos verdes fechados! Todos os olhos abertos! Olhos fechados... O Beijo! Quando tempo? Inclinado, romântico, suculento, único! Verdade. O segredo de um beijo, jamais será descifrado. Felizes são os que recebem esses dons: o beijo e a palavra. As palavras estavam no ar, na mente que registra cada detalhe, nos dedos trêmulos. As palavras chamam um beijo, que chama um beijo que chama uma noite!

Um convite, não era mais Ipanema. Caramba! Muita caipira! O convite, a música do carro, as luzes, a música do carro, o quarto, a música do quarto. As palavras, o som das palavras. Ditas, amáveis, sinceras! Sensação culminante! Beijos, sussurros, segredos! Segredos revelados. Segredos selados. Um só sentimento: encanto. Olhos verdes, "... Noites com Sol, são mais belas..."

Sim, lá vinha o sol. A luz acabava com as confidências de uma noite de deslumbres e novas emoções! Caipira na mente, desejo no peito, palavras... "Nos vemos mais tarde?"

Lábios acerejados: um mar de palavras, perdido no mar

Sunday, July 23, 2006

Esperando o começo...

Quinze minutos! Será que foram mais? Foi o tempo necessário entre uma caipirinha, um cigarro acesso, e um encontro. Aqueles olhos... Sim, são eles mesmos! Estavam ali, sujeitos, testemunhas. Olhos que piscam, se perdem na multidão, mas não desviam seu foco. Sim, havia um foco. Um foco apreciado, que apreciava, desconhecido. Seria possível? Seria quem? Seria como?

As luzes apagam, começa o chorinho... Samba. Música Popular Brasileira definia a cadência dos passos daqueles espectadores. O foco, embora foco, também focalizava. Eram vistos muitos olhares, muitos passos, muita dança! Alegria espontânea de uma noite colorida de um dia cinza perdido no cotidiano. Era real. O samba fazia vibrar, a caipirinha fazia rodar, e aqueles olhos faziam o intrigar. Será? Seriam aqueles olhos que focalizavam o foco? O que seria o foco? O ritmo, a espontaniedade, a alegria de um anonimato solitário, que se permitia descobrir um novo momento.

Aqueles, e aqueles olhos! Que saco! eles estavam sendo desviados sempre. Quantos focos para se competir! Haveria competição? Haveria ação? Houve o segundo encontro decisivo! Foco no foco.

Um sinal. A princípio um sinal não entendido, mas ainda assim um sinal. Um sorriso, ah se eu for falar daquele sorriso... Era um sorriso que tinha brilho, carisma, encanto! Que droga! Que sorriso lindo! Era um sorriso verdadeiro? Era uma brincadeira? Não importava, era um sorriso. Copo vazio na mão, o caminho era o balcão. A ordem: "... mais uma caipirinha por favor!" A terceira caipirinha seria apreciada ali mesmo no balcão, o anônimo perdido entre os desconhecidos conhecidos, agora tinha um lugar para melhor apreciar, um lugar de onde iria focalizar. Um lugar, onde seria o foco.

E aqueles olhos verdes? Eram tantos olhos, e o verdes estavam lá perdidos... Tudo bem, ainda restam alguns cigarros, copo cheio. Por que não meia-hora? Ou quinze minutos. Ali sentado, o desconhecido iria conhecer.

"Você me espera?"

"Sim... Claro!"

Como? Eram os olhos verdes! Sim, eram eles. Inacreditável. Coração palpitando sem parar, e os dedos trêmulos e a mais bela sensação de desejo que seria possível acontecer. Aqueles olhos verdes, o sorriso encantador, agora tinham um som: "Você me espera?"

Esperando o começo, várias abordagens foram feitas. Um desconhecido já não tão desconhecido, era conhecedor das novas. Bonitas, interessantes, e o melhor, interessadas. Nunca fui muito bom em "dar toco", mas acreditar nos olhos verdes, era ainda o sonho! Eles voltaríam? Que dúvida... Confiança é como um prato de fast food, pode chegar rápido, ser degustado com muita satisfação, e nem infinitas horas de academia poderam estirpá-la, só com a faca talvez. Por isso, por que não? O tempo foi não curto, mas também não longo. Companhias foram feitas, mas no reencontro com aqueles olhos e o sorriso encantador, foi preciso e perfeito. "Desculpa a demora..."

Dedos trêmulos: Emoção ou nervosismo, no papel bem estudado...

Outras histórias


Contar uma história... Quanta responsabilidade! Mas aqui, começo hoje, uma nova história. Vou contar para vocês:

Um cotidiano sem graça, cinza, como um dia nublado. Mesmo com a passagem de alguns focos de luz, que as nuvens (sem querer) deixam escapar, é um cotidiano, cinza, mas não menos belo, apesar da apatia e das penumbras!

A história começa, quando a luz do dia apaga. Uma rotina, pode ser quebrada, com o simples ato de descer para comprar cigarro. O maço ainda no bolso, seria a fuga, e o apoio... Solitárias luzes refletidas pelo parabrisas daquele prateado meio sujo... Niemeyer, Delfim Moreira, Vieira Souto, Vinícius e Visconde! Chegava o lugar...

A semana chegava ao ápice, os fogos e os gritos da torcida de algum time de futebol. Vinte e três, são as horas, doze os minutos... Frio, numa noite de inverno, pessoas bonitas na rua, na praça!!! Esse era o tempo...

Dezoito, uma caipirinha no balcão, cigarro acesso. Pessoas, desconhecidas... Desconhecidos, conhecidos entre desconhecidos. Night solitária! Luzes despojadas da galeria. Móveis metálicos, cadeiras desconstruídas, pessoas vêm e vão! Sorrisos bonitos, olhares precisos (afinal, uma hora se descobre o porquê não se deve deixar a academia...) Apesar dos desconhecidos, conhecidos, o anonimato, despertava interesses. Quem será? Solitária situação, onde o apreciador é apreciado, e o apreciado é desconhecido...

Escadas, mezanino, um metro e noventa e seis? Talvez. O pé-direito não ajuda muito... Mas os olhos verdes. Ah mas aqueles olhos verdes! Olhos que focam, mas que estão acompanhados. Aqueles olhos verdes... Impossível esquecer!

Assim foi o encontro: escada, jaqueta preta, olhos verdes! O que seria o resto? Não sei... mas só sei que aqueles olhos verdes, ainda iriam olhar e ser olhados. mas essa já é uma outra história.

Olhos verdes: Amadorismo talento, nos papéis mal estudados...