Sunday, July 23, 2006

Esperando o começo...

Quinze minutos! Será que foram mais? Foi o tempo necessário entre uma caipirinha, um cigarro acesso, e um encontro. Aqueles olhos... Sim, são eles mesmos! Estavam ali, sujeitos, testemunhas. Olhos que piscam, se perdem na multidão, mas não desviam seu foco. Sim, havia um foco. Um foco apreciado, que apreciava, desconhecido. Seria possível? Seria quem? Seria como?

As luzes apagam, começa o chorinho... Samba. Música Popular Brasileira definia a cadência dos passos daqueles espectadores. O foco, embora foco, também focalizava. Eram vistos muitos olhares, muitos passos, muita dança! Alegria espontânea de uma noite colorida de um dia cinza perdido no cotidiano. Era real. O samba fazia vibrar, a caipirinha fazia rodar, e aqueles olhos faziam o intrigar. Será? Seriam aqueles olhos que focalizavam o foco? O que seria o foco? O ritmo, a espontaniedade, a alegria de um anonimato solitário, que se permitia descobrir um novo momento.

Aqueles, e aqueles olhos! Que saco! eles estavam sendo desviados sempre. Quantos focos para se competir! Haveria competição? Haveria ação? Houve o segundo encontro decisivo! Foco no foco.

Um sinal. A princípio um sinal não entendido, mas ainda assim um sinal. Um sorriso, ah se eu for falar daquele sorriso... Era um sorriso que tinha brilho, carisma, encanto! Que droga! Que sorriso lindo! Era um sorriso verdadeiro? Era uma brincadeira? Não importava, era um sorriso. Copo vazio na mão, o caminho era o balcão. A ordem: "... mais uma caipirinha por favor!" A terceira caipirinha seria apreciada ali mesmo no balcão, o anônimo perdido entre os desconhecidos conhecidos, agora tinha um lugar para melhor apreciar, um lugar de onde iria focalizar. Um lugar, onde seria o foco.

E aqueles olhos verdes? Eram tantos olhos, e o verdes estavam lá perdidos... Tudo bem, ainda restam alguns cigarros, copo cheio. Por que não meia-hora? Ou quinze minutos. Ali sentado, o desconhecido iria conhecer.

"Você me espera?"

"Sim... Claro!"

Como? Eram os olhos verdes! Sim, eram eles. Inacreditável. Coração palpitando sem parar, e os dedos trêmulos e a mais bela sensação de desejo que seria possível acontecer. Aqueles olhos verdes, o sorriso encantador, agora tinham um som: "Você me espera?"

Esperando o começo, várias abordagens foram feitas. Um desconhecido já não tão desconhecido, era conhecedor das novas. Bonitas, interessantes, e o melhor, interessadas. Nunca fui muito bom em "dar toco", mas acreditar nos olhos verdes, era ainda o sonho! Eles voltaríam? Que dúvida... Confiança é como um prato de fast food, pode chegar rápido, ser degustado com muita satisfação, e nem infinitas horas de academia poderam estirpá-la, só com a faca talvez. Por isso, por que não? O tempo foi não curto, mas também não longo. Companhias foram feitas, mas no reencontro com aqueles olhos e o sorriso encantador, foi preciso e perfeito. "Desculpa a demora..."

Dedos trêmulos: Emoção ou nervosismo, no papel bem estudado...

No comments: