Sunday, July 23, 2006

Outras histórias


Contar uma história... Quanta responsabilidade! Mas aqui, começo hoje, uma nova história. Vou contar para vocês:

Um cotidiano sem graça, cinza, como um dia nublado. Mesmo com a passagem de alguns focos de luz, que as nuvens (sem querer) deixam escapar, é um cotidiano, cinza, mas não menos belo, apesar da apatia e das penumbras!

A história começa, quando a luz do dia apaga. Uma rotina, pode ser quebrada, com o simples ato de descer para comprar cigarro. O maço ainda no bolso, seria a fuga, e o apoio... Solitárias luzes refletidas pelo parabrisas daquele prateado meio sujo... Niemeyer, Delfim Moreira, Vieira Souto, Vinícius e Visconde! Chegava o lugar...

A semana chegava ao ápice, os fogos e os gritos da torcida de algum time de futebol. Vinte e três, são as horas, doze os minutos... Frio, numa noite de inverno, pessoas bonitas na rua, na praça!!! Esse era o tempo...

Dezoito, uma caipirinha no balcão, cigarro acesso. Pessoas, desconhecidas... Desconhecidos, conhecidos entre desconhecidos. Night solitária! Luzes despojadas da galeria. Móveis metálicos, cadeiras desconstruídas, pessoas vêm e vão! Sorrisos bonitos, olhares precisos (afinal, uma hora se descobre o porquê não se deve deixar a academia...) Apesar dos desconhecidos, conhecidos, o anonimato, despertava interesses. Quem será? Solitária situação, onde o apreciador é apreciado, e o apreciado é desconhecido...

Escadas, mezanino, um metro e noventa e seis? Talvez. O pé-direito não ajuda muito... Mas os olhos verdes. Ah mas aqueles olhos verdes! Olhos que focam, mas que estão acompanhados. Aqueles olhos verdes... Impossível esquecer!

Assim foi o encontro: escada, jaqueta preta, olhos verdes! O que seria o resto? Não sei... mas só sei que aqueles olhos verdes, ainda iriam olhar e ser olhados. mas essa já é uma outra história.

Olhos verdes: Amadorismo talento, nos papéis mal estudados...

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