Thursday, March 29, 2007

Gaivota


Era uma gaivota simples, mas foi com ela que tudo foi possível. Ela os concedeu todas as oportunidades. A gaivota daquela praça, coberta de pomares, que segue rumo ao mar... Essa gaivota, assistiu as verdadeiras declarações, os verdadeiros olhares. Sob as suas águas, muitos prazeres foram lavados, e gozados. Nem mesmo uma noite de sono, com gaivota, ele teve, mas teve minunciosos, e precisos momentos de amor. Que voe rumo aos céus, e que olhe o futuro próspero e especial.

Saudades daquela gaivota...

"Lose not Courage, lose not Faith, go forward"


Confiança.
Na promessa, a verdade. Nas palavras, o medo. Quem é capaz de cumprir? Fracos e incapazes. Foi por medo que ele tentou, foi por coragem, que o encarou. Na luta por um ideal, mesmo perdido pelas fábulas de um cotidiano imprevisível, ele tentava ajudar, tentava ser fiel ao que acreditava ser correto. Mas na certeza do certo, a dúvida, na dúvida, um risco, e assim o está.
Olhava pela porta do Centro Cultural, e passava alguém que o conquistara. Uma árdua prova, lenta porém decisiva. Um telefone desligado, e uma espera, na verdade, três esperas. Confiante, o fez, e o encarou, e lhe disse o que fosse preciso para o momento continuar. Um poeta imprevisível, com seu risco de amar, seu medo de arriscar. Seguiu em frente, e fez presente, um passado concreto que pouco será capaz de esquecer. Arrisca tudo e mais um pouco.
Coragem.
No ato, o desafio. No desfecho, a incerteza. E agora? Para que rumo ir? Geminiano indeciso, apesar de sempre existir a decisão. Mas o compromisso está feito, as mãos estão atadas por um desafiante futuro. Três meses, dois meses, ou a vida? Esperas, espera pelo Planalto Central, espera pela erguida acamada, espera por uma simples mensagem de afeto.
Um poeta que faz esperar, e que fere, porém ferido, e nisso, os espera. Espera por todos, com coragem de arriscar. Espera por todos, com vontade de correr. E confia, e com coragem segue em frente. Nada ainda foi perdido...

Saturday, March 17, 2007

Ouro Preto


Meia-noite! Um caos instalado no terminal, que era apenas o começo. E assim foi o início. As malas, as pessoas, a expectativa do novo. Na busca do lugar certo, encontrou o lugar trocado. Ao lado a linda economista, loira e adorável, fazia as graças das horas perdidas ao ver os faróis da estrada. No ouvido "Promiscuous"!

No outro lado do celular, alguém aguarda o hora da chegada. Dia seguinte, um sol, a pele clara, os cabelos loiros, ainda mais dourados com esse irradiante sol. Na curva, a imagem: camiseta branca, óculos escuros, "cara de besssta"! Subir das escadas, um ato veloz, um abraço, um novo encontro.

E entraram na cidade, dois amantes. Na cidade de Marília de Dirceu, um poeta vive novos momentos do seu romance. No quarto, saudades matadas. Um dia feliz, as pedras da ladeira, as igrejas históricas, um lugar histórico. Na praça, a banda tocava e os blocos animavam...

História na história. As palavras e gestos eram registrados minuciosamente pelo poeto lúcido, poeta alegre, poeta bêbado, poeta confuso. Sentimentos difusos, momentos difusos. No auge, palavras errantes deslizavam ladeiras a baixo. Irônica presença de humor, sarcasmos de um amante solitário na luta diante da suposta batalha. Ao lado, a companhia. Paciente, angustiada. No rosto, os dedos tocaram suaves e agressivos. Explosão do mito que se desmontava frente a intimidade. Confidência, na cidade dos inconfidentes. E mais festas, e mais risos, e mais amor.

No folclore, água de côco da serra. E o tempo passou, e mais momentos de um singelo amor, seguro, verdadeiro. Foi vista a serra, foram vistas as ladeiras. Por fim, poeta e Brasília viveram a magia única daquele lugar. Um lugar dourado, um lugar, que apesar de negro em parte de sua história, ainda é dourado!