
Meia-noite! Um caos instalado no terminal, que era apenas o começo. E assim foi o início. As malas, as pessoas, a expectativa do novo. Na busca do lugar certo, encontrou o lugar trocado. Ao lado a linda economista, loira e adorável, fazia as graças das horas perdidas ao ver os faróis da estrada. No ouvido "Promiscuous"!
No outro lado do celular, alguém aguarda o hora da chegada. Dia seguinte, um sol, a pele clara, os cabelos loiros, ainda mais dourados com esse irradiante sol. Na curva, a imagem: camiseta branca, óculos escuros, "cara de besssta"! Subir das escadas, um ato veloz, um abraço, um novo encontro.
E entraram na cidade, dois amantes. Na cidade de Marília de Dirceu, um poeta vive novos momentos do seu romance. No quarto, saudades matadas. Um dia feliz, as pedras da ladeira, as igrejas históricas, um lugar histórico. Na praça, a banda tocava e os blocos animavam...
História na história. As palavras e gestos eram registrados minuciosamente pelo poeto lúcido, poeta alegre, poeta bêbado, poeta confuso. Sentimentos difusos, momentos difusos. No auge, palavras errantes deslizavam ladeiras a baixo. Irônica presença de humor, sarcasmos de um amante solitário na luta diante da suposta batalha. Ao lado, a companhia. Paciente, angustiada. No rosto, os dedos tocaram suaves e agressivos. Explosão do mito que se desmontava frente a intimidade. Confidência, na cidade dos inconfidentes. E mais festas, e mais risos, e mais amor.
No folclore, água de côco da serra. E o tempo passou, e mais momentos de um singelo amor, seguro, verdadeiro. Foi vista a serra, foram vistas as ladeiras. Por fim, poeta e Brasília viveram a magia única daquele lugar. Um lugar dourado, um lugar, que apesar de negro em parte de sua história, ainda é dourado!