No banco de trás do carro, um momento de forte de paixão. O pileque sempre constante, por hora irritante, fazia tudo parecer mais tolerante, versátil... Um capricho, e uma vontade absurda de amar. A música descomprometida e as pessoas descomprometidas tornavam o compromisso uma bobagem. Mas não era. Bobagem foi aquela briga, e aquelas palavras inconformadas de quem só queria um pouquinho mais de atenção. Bobagem, foi blefar um final. Aqueles óculos escuros e uma carteira perdida. Poderia ter sido um final!

Mas não o foi. Na verdade foi o começo, o começo da ciência de que, apesar das diferenças e dos conflitos, certas bases são tão sólidas, que poucas tempestades são capazes de abalar... Um encontro no cinema, um sanduíche sem cebola e mais uma vez no "Flamingo". Aquele foi o domingo perfeito. As luzes da cidade revelavam as lágrimas da partida. Mais uma partida, mais um beijo, porém, dessa vez, maior era a certeza, o que existe é amor! Belíssimo, o Píer 21...
1 comment:
Perfeito sempre...
Imaturo??nunca...
O que existe é amor sim. E por ele, as maiores loucuras.
Post a Comment