Friday, January 26, 2007

Vinícius de Moraes, o lugar..


Rio de Janeiro, Verão! Tom Jobim, e sua espera, horas de espera. E lá estava alguém de costas, buscando no portão doméstico uma chegada. Caminhava, ia e voltava, mas no precioso momento, estava de costas, ao se virar, lá estava! Abraço saudoso... No movimento, beijos saudosos, luzes de uma cidade perigosa, porém maravilhosa! Luzes, faróis, túneis, de repente, Eptácio Pessoa, ao fim Vinícius, sim... Vinícius de Moraes!

A noite começava... Havia poeira, havia espectativa, havia desejo! Um beijo, uma noite de amor... Sono, movimento, sonho! Entusiasmo e cansaço... Oficina de uma futura rotina! Manhã seguinte, o esperado beijo de "Bom dia" após a noite de amor! E partiu, mas dessa vez o reencontro seria muito mais breve!

Breve e preciso. Um novo momento de amor! Vinícius de Moraes e sua Garota de Ipanema... Calor, suor e o tempo, tempo de desbravar, conhecer, apresentar. E assim o foi! Na ponte, as luzes das cidades, ao fim, o encontro, musa e muso! Eles conversam, se apreciam, se surpreendem. Magia do querer bem, do fascínio... Momentos mais tarde, buscava um cigarro, mas encontrou uma suposta evidência. Infiel, má intenção? Palavras em vão, tequila, e ciúmes. Ao fim, uma noite riscada pelo traiçoeiro... Lágrimas de um amor cego, voz de um amante verdadeiro! E nasce o dia, e nasce a luz que acalma o amante! Vinícius de Moraes...

No Centro, Aleijadinho... Do Paço Imperial ao Museu da República, uma viagem pelo tempo. Contador de histórias, cidade de histórias... No Jardim, o antigo jardim do reencontro, saudosos beijos, lugar dos artistas. Mais tarde, era a hora de conhecer outra pessoa! Grita, Brasília e Grita... Grita que olha, Grita que conhece, Grita que sorri. Grita tímida, singela, Grita que então conhece o amor do grande amigo! Grita com Brasília... Oh Grita!!!

Manhã seguinte, Vinícius de Moraes não é mais a mesma! Espectativas, espectadores. Ao acordar, um lado da cama vazio, na sala, o estar! Manhã de amor, intimidade que cresce, sentimento que invade. Um toque de celular, Vinícius de Moraes e sua musa!

E então se encontram a Dona da Palavra, a Musa, o Muso, e o fascínio! Risadas no tombo da cadeira do bar, a busca pelas taças, ruas movimentadas, lugares lotados, e o momento chegava! Chega Grita, chega a chuva, chega o novo ano... Um Rio de Janeiro bêbado, o primeiro beijo, a marca de um novo momento, um amor para o tempo. No palco "Where's the love?", na areia, alguém já sabia a resposta, e lá estava, e lá se abraçaram e lá fizeram suas promessas, e foi dito o amor, e foi feito o amor!

Desde então, Vinícius de fato não foi mais a mesma, Ipanema não foi mais a mesma... O Rio já não era mais o mesmo!

2 comments:

Anonymous said...

Nossa... Como expressar em palavras um história tão sutil?Meche com o coração, que acelera a cada linha escrita, a cada suspiro..não relaxa. A memória poderia ser apagada, para evitar que uma lágrima escorresse pelo rosto..Mas é absolutamente inevitável.
Não apenas o Rio, mas também minha vida não é mais a mesma. o simples fato de compartilhar momentos tão marcantes e instensos faz-me sorrir cada vez mais, sabendo que posso amar! Rio, um dia será a minha cidade maravilhosa! Sem medo.Sem medo de amar, sem medo de arriscar.No Rio de Musos e Musas, um dia hei de caminhar com o maior deles pelas calçadas de Ipanema. Lindo, Belo. Grita????huhauhauahaua...só tu mermo mlk!

Anonymous said...

Vim matar as saudades das suas palavras poéticas huguito!
Está mais inspirado!
Não resisti e li alto seus posts pra um amigo que concordou com a delicadeza das palavras e das histórias! Acho que ganhou um novo fã, escritor!
Saudades!