Da janela o Aterro. Luzes de uma cidade encantada, cúmplices da madrugada dos amantes. A princípio, um momento intrigante... Ao cair sobre a cama, a aprovação. Beijos apaixonados, um clima de romance no ar. Nada errado, tudo fora do lugar. Na taça o Cabernet Sauvignon, na boca as palavras trocadas, o sorriso embriagado. Mãos nas mãos, na pele o suor, nas faces avermelhadas o retrato. Os lábios com o desejo anunciado, o som, o sussurro.Desde que se descobriu tolerante, desde que se viu livre, tinha medo de se sufocar, com os limites de um único e verdadeiro amor. Monogamia? O que seria isso? De um lado da cama, alguém se via cair num provável precipício passional, do outro, alguém escalava os difíceis degraus rumo à fidelidade. Não mais devaneios, não mais aventuras. Uma estrada presente entre dois corações, mas um só sentimento pode tornar singela a distãncia. Distância cada vez mais desproporcional ao tempo.
Água quente, água morna, pele branca e macia. Nos braços, um único momento congelado na memória, vivo e sempre verdadeiro. Nos olhos, o medo e angústia de uma breve despedida... Juras, perdões. Sagrada e profano, deitados no mesmo berço, um berço que aos poucos ganhava mais cor com o nascer do sol. Era o berço de uma nova descoberta, o berço de uma antiga possibilidade, o berço de um futuro arriscado, outrota, irresistível, outrora, sedutor!
4 comments:
O negócio tá pegando fogo!!! Que berço bom hein???
"outrora, irresistível, outrora sedutor"?! Como assim? Não é mais irresistível? Não é mais sedutor? Ora bolas!
Cacildis, Hugo. Que bom que viajas amanhã. Esta febre de saudades parece estar cozinhando seus miolos.
Outra coisa: a palavra correta é "passional". Me mandou vir aqui para ver um assassinato? Ou seria um assacinato?
Eita! Cacildis! Boa "viajem"!
I love you,
Honey
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