Wednesday, October 18, 2006

Uma história de amor...


Lá estavam, após algumas tulipas de chopp, uma garrafa de vinho e uns tapinhas, lá estava... Uma dupla em família, gostos peculiares, atitudes peculiares! Polêmicos? Talvez, mas ainda assim sonhadores, atores, agentes da arte da vida. Meninas... Meninas e meninas. Lindas, bocas vermelhas, peles macias. Bocas e bocas... Ao fundo, os anos 80 que tantam insistem nesse cenário atual. Foram experimentadas muitas bocas! Um Rio de Janeiro, que apesar de ser Brasília, era um Rio. O Rio que despertou muita curiosidade, o Rio que experimentou muitas novidades, o Rio que dança, o Rio que beija, o Rio que pára e olha na varanda...

Os olhos que não fogem, o sorriso que não se apaga, que não se esquece... Uma noite comum, dentro de corriqueiras travessuras, uma noite incomum, quando encontrada uma nova história. Uma história sim, mas não uma história de paixão, como tantas outras, mas uma história de amor. Quem poderia imaginar, que ali, nas ferrugens, poderia começar uma nova história de amor?


Ferrugem, ferrugens... Uma festinha moderninha, figuras moderninhas... Mas ali na varanda, um encontro: "Então você é o cara?", qual cara? "O cara que estou olhando desde que cheguei aqui", "Você é o Cara!"

Arquitetura, signo de gêmeos, Brasília... O primeiro beijo sob a varanda, que até hoje tem carioca que acredita ser uma árvore, mas enfim era Brasília, palavra de quem estava muito mais sóbrea, foi sob a varanda! Um beijo, novos beijos, desejos! O desejo de despir aquele corpo que tinha o melhor abraço da noite. A boca, que apesar de tantas bocas, era a única que conseguia iludibriar um poeta. Um novo amante? Será? Nada seria muito possível de se planejar, afinal, entre Rio e Brasília existe uma grande estrada...

Mas a noite não acabou assim. Um telefone trocado, apenas um. Apenas Brasília poderia decidir o futuro encontro. Um beijo de despedida. Mas como um bom carioca, um bom primo, um bom amigo, um beijo irresponsável poderia colocar tudo a perder... "Fica de olho, se alguém se aproximar, me avisa!" E lá foram novos beijos... Beijos sem paixão, sem tesão! Apenas beijos, um curioso, um bom primo, só um beijo, pra quem aprecia a arte. Afinal, ainda seria a hora da fidelidade? Que fidelidade? Fidelidade a uma paixão impossível, não é possível, apesar do desejo pelo telefonema do dia seguinte. Mas Brasília assiste, que decepção! Vergonhoso, um irresponsável, uma última travessura.

Será que tudo estaria perdido? Muitas horas de espera... Mas para essa história de amor começar, é claro que um telefonema precisava ser dado! Se dependia de Brasília, então é possível imaginar o que aconteceu! Brasília escreveu, Brasília buscou! Acho que estava começando a gostar de Brasília!


1 comment:

Anonymous said...

"Acho que gosto de São Paulo, gosto de São João.
Gosto de São Francisco e São Sebastião.
E eu gosto de meninos e meninas..."

Brasília + Rio. Perfeito!